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Tesouro quer aumentar arrecadação com leilão de 4G, diz agência

Leilão do 4G, que deve partir de R$ 6 bilhões, está marcado para agosto

Economia|Do R7

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De olho no cumprimento da meta de superávit primário deste ano, o Tesouro Nacional pediu para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pensar em maneiras para aumentar a arrecadação com o leilão de serviço móvel de quarta geração (4G) na faixa de 700 megahertz (MHz), previsto para agosto, disse à agência Reuters uma fonte do governo que está a par do assunto.

Segundo essa fonte, uma das maneiras de aumentar o preço-teto das outorgas seria reduzir as obrigações de investimentos dos vencedores das faixas. Mas a proposta encontra resistências na própria Anatel e no Ministério das Comunicações.

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"Quando você coloca metas, o preço do leilão cai, porque você troca o dinheiro que vai para o cofre por investimentos em melhorias. Retirando as obrigações, o que não é recomendável, o leilão arrecada mais dinheiro", disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Entre as obrigações que poderiam ser excluídas do leilão estariam a expansão do serviço em áreas rurais e a cobertura em rodovias, metas que têm sido defendidas pela Anatel e pelo Ministério das Comunicações, disse a fonte.

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Ela acrescentou que, com a eventual mudança das regras do leilão, o preço mínimo pelas outorgas pode passar dos R$ 6 bilhões estimados inicialmente para algo entre R$ 12 e R$ 15 bilhões.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou em fevereiro que o governo conta com receitas extraordinárias do leilão 4G deste ano para suas contas, mas não deu detalhes na ocasião sobre montante que poderia ser arrecadado.

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Ele estava anunciando a nova meta de superávit primário — economia feita para pagamento de juros da dívida — do setor público consolidado neste ano com o objetivo de resgatar a confiança dos agentes econômicos, abalada pelo uso constante de mecanismos contábeis nas contas públicas.

Apenas duas no 700 MHz

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Além da redução de obrigações, outra proposta seria fazer com que apenas duas empresas operem a faixa de 700 MHz. Como o setor tem pelo menos cinco potenciais concorrentes instalados no país (Vivo, TIM, Oi, Claro e Nextel), a possibilidade de três desses grupos ficarem de fora tornaria a disputa mais dura e os lances no leilão, maiores.

Segundo a fonte, na Anatel há resistência à possibilidade de deixar três empresas de fora. "A avaliação é de que isso desequilibraria o mercado", disse.

Outra possibilidade que está em análise seria fazer o leilão em quatro blocos (contemplando mais empresas, portanto), mas com níveis de obrigações distintos.

Um desses blocos, o mais caro deles, seria isento de metas e ainda não teria obrigação de neutralidade de rede, o que significa, na prática, que poderia vender tráfego privilegiado. "Seria uma espécie de bloco VIP, muito mais caro que os demais", disse a fonte.

Os outros blocos teriam de seguir a neutralidade, ou seja, tratar todo o tráfego de dados da mesma maneira, com a mesma velocidade. A diferença é que um deles teria obrigações de compartilhamento com as comunicações usadas para segurança pública, e os outros dois sem obrigações.

Procurada, a Anatel disse que não comentaria o assunto, enquanto o Tesouro respondeu que o assunto é de competência do Ministério das Comunicações, que não fez comentários de imediato.

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