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Tratar crédito como renda adicional aumenta o risco de inadimplência, diz economista

Brasil registrou mais de 10 milhões de pessoas endividadas em dois anos, após último programa de renegociação de dívidas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil registrou um aumento de 10,3 milhões de pessoas inadimplentes dois anos após o último programa de renegociação de dívidas.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, atribui o aumento da inadimplência às oscilações da taxa de juros e aos impactos da pandemia de Covid-19.
  • O economista Ricardo Buso destaca a educação financeira como a principal solução para combater a inadimplência.
  • Buso alerta sobre o uso inadequado do crédito, recomendando que seja utilizado apenas para aquisições necessárias e duráveis.

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Dois anos após o encerramento do último programa de renegociação de dívidas, o Brasil registrou um aumento de 10,3 milhões de pessoas inadimplentes. Com o endividamento das famílias em níveis recordes, o governo federal voltou a apostar no programa para tentar conter o problema que persiste no país.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o fenômeno foi provocado por oscilações da taxa básica de juros da economia e pelos impactos da pandemia de Covid-19, quando o desemprego subiu e a renda estagnou.


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Para o economista Ricardo Buso, a educação financeira é a principal forma de combater o problema de maior inadimplência. “Aqui no Brasil, nós tratamos crédito como renda adicional, e isso vira uma bola de neve. Então, é urgente que nós, brasileiros, passemos a entender o que é juros”, aponta em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (22).

O economista alerta que o crédito não pode ser tomado para despesas correntes da casa, do dia a dia, ou para bens de consumo. “O motivo da compra, o motivo de entrar no crédito, é o principal fator. Eu não posso banalizar esse instrumento”, defende.

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