Três em cada dez brasileiros já fizeram empréstimos consignados
Quase a metade dos entrevistados disse ter usado o dinheiro para pagar dívidas
Economia|Do R7

Com o desemprego ainda baixo, o empréstimo consignado se torna bastante procurado pelos trabalhadores, até porque ele é um dos mais baratos do mercado. Uma pesquisa realizada pelo portal Meu Bolso Feliz, do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), revela que três em cada dez brasileiros (34%) já fizeram essa modalidade de crédito.
Como o risco de calote para quem empresta o dinheiro é muito baixo — já que as parcelas da dívida são descontadas diretamente do rendimento da pessoa que toma o dinheiro emprestado — essa modalidade de crédito é uma das mais baratas e mais populares do mercado.
O educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, explica que o empréstimo consignado oferece a vantagem de pegar dinheiro emprestado a juros muito baixos.
— Por outro lado, a pessoa que toma esse tipo de crédito precisa aprender a conviver com um salário ou renda menor.
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Para o diretor de marketing da Sorocred, Wilson Justo, o crédito consignado é um dos mais vantajosos. Por essa linha de crédito, as parcelas do empréstimo são pagas diretamente na folha de pagamento, descontando o salário mês a mês, com baixas taxas de juros.
— [Nessa modalidade de crédito] existe o compromisso entre a empresa financeira e a empresa em que você trabalha, com juros a partir de 2,5% ao mês.
Mas o consignado também tem suas limitações. De acordo com as determinações do Banco Central, o valor da parcela do empréstimo não pode ser maior do que 30% do salário ou da aposentadoria da pessoa que toma emprestado. Sendo assim, se um trabalhador ganha R$ 1.800 por mês, o valor de cada parcela não pode ser maior do que R$ 600.
Motivo para pegar o empréstimo
Quase metade dos entrevistados na pesquisa (47%) disse ter contratado o consignado para pagar dívidas de outros empréstimos como as do cartão de crédito. Em seguida, os motivos listados estão: comprar eletrodomésticos e móveis (15%), pagar contas como aluguel, condomínio, luz, telefone, escola (14%).
Vignolli diz que o crédito consignado deve ser acionado em situações de sufoco como pagar uma dívida muito cara.
— Como o rotativo do cartão de crédito, que cobra um dos juros mais caros do mercado ou em situações de emergência quando o consumidor se sente naquela situação em que o teto da casa cai.
Por outro lado, segundo o orientador financeiro, pagar contas ou comprar eletrodomésticos são situações que devem ser programadas com antecedência e podem perfeitamente ser encaixadas no orçamento da família.
— O crédito foi criado para ser usado e para realizar sonhos importantes, em situações em que, muitas vezes, não poderiam ser concretizadas de imediato. Porém, precisa ser utilizado com sabedoria e planejamento para que o sonho não se torne uma dívida.
Quem pode pedir esse empréstimo?
Basicamente, os trabalhadores com carteira assinada (desde que o empregador tenha convênio com o banco), os funcionários públicos, os pensionistas e os aposentados. Os bancos, em geral, tendem a dar condições melhores aos funcionários públicos e aos aposentados por conta da estabilidade nos recebimentos que, em média, esse tipo de pessoa tem.
— O fator mais determinante para calcular o custo do juro é o risco de calote de quem empresta o dinheiro. Por exemplo: como um trabalhador de empresa privada tem maiores chances de ser demitido do que um servidor público, é natural que o servidor, por conta da sua estabilidade, consiga empréstimos em melhores condições do que o trabalhador de empresa privada.
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