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Tribunal bloqueia contas de sindicatos de petroleiros por greve

Decisão do ministro Ives Gandra Martins Filho foi estabelecida após a categoria descumprir manutenção de 90% dos funcionários trabalhando

Economia|Do R7

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Gandra: "Sindicatos promoveram adesão maior" à greve
Gandra: "Sindicatos promoveram adesão maior" à greve

Petroleiros decidiram manter uma greve iniciada no último sábado (1º), mesmo após o ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Ives Gandra Martins Filho atender pedido da Petrobras nesta quinta-feira (6) e bloquear contas de sindicatos, por descumprimento de decisão judicial durante a paralisação.

Na terça-feira, o ministro havia determinado que 90% dos funcionários da petroleira estatal deveriam se manter em atividade e no desempenho normal de suas atribuições, em meio a uma greve dos trabalhadores da Petrobras.

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Na ocasião, o ministro estabeleceu multa de diária de R$ 500 mil, para sindicatos de base territorial com mais de 2.000 empregados, em caso de descumprimento da decisão. Outras entidades sindicais poderiam ser multadas em R$ 250 mil.

Na decisão desta quinta-feira, Martins Filho afirmou que os sindicatos "não apenas descumpriram a ordem judicial... como promoveram adesão maior de trabalhadores", ao analisar dados apresentados pela petroleira estatal.

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O ministro determinou ainda a suspensão do repasse mensal às entidades sindicais, compensando eventuais valores apurados em descumprimento da decisão.

Segundo o ministro, informações da Petrobras mostravam que, ao final do último dia 4, havia menos funcionários em atividade do que havia determinado sua decisão.

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No caso das refinarias, os percentuais de trabalhadores em atividade, segundo documento apresentado na decisão, eram: Lubnor (36%), Recap (14%), Reduc (35%), Refap (0%), Regap (22%), Reman (26%), Repar (35%), Replan (23%), Revap (50%), Rlan (41%), Rnest (0%), Rpbc (65%) e Six (13%).

Diversas plataformas também apresentaram contingente menor do que o determinado pela Justiça, conforme argumentou a Petrobras à Justiça.

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Em nota, a Petrobras disse que já informou por ofício a todas as entidades sindicais o número exato de empregados em cada unidade e por turno para atender o contingente mínimo.

"A companhia aguarda cumprimento imediato da ordem judicial", destacou a Petrobras, sem indicar na nota eventuais impactos da greve na produção.

Procurada após a decisão do ministro, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 12 sindicatos de petroleiros e o Sindiquímica Paraná, todos em greve, informou que "todos coordenadores/presidentes dos sindicatos disseram pra Comissão de Negociação Permanente da FUP que a greve continua".

Em um balanço da greve nesta quinta-feira, a federação disse que o movimento já atinge 13 Estados e mais de 18 mil trabalhadores do Sistema Petrobras. Na Bacia de Campos, segundo eles, o número de plataformas envolvidas já chega a 23.

Os sindicatos dizem que a greve é contra demissões em uma fábrica de fertilizantes no Paraná, desativada pela Petrobras. A FUP diz ainda que há descumprimento do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), o que a Petrobras nega.

Segundo a FUP, as demissões ferem a cláusula do ACT, que determina que qualquer demissão em massa deve ser negociada previamente com os sindicatos, o que eles afirmam não ter ocorrido.

No entanto, o ministro entendeu que as entidades sindicais não devem interferir "no poder diretivo da Petrobras, enquanto controladora da subsidiária, e impedirem a conclusão do processo negocial".

A petroleira tem afirmado que "os motivos alegados não atendem aos critérios legais" para decretação de paralisação, e cita que o próprio ministro do TST considerou que a pauta apresentada pela FUP sobre a unidade de fertilizantes "veicula pretensão manifestamente inconstitucional, ao exigir a simples 'absorção' dos empregados da subsidiária pela Petrobras, sem a prévia aprovação em concurso público", o que é vedado pela lei.

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