Tsipras confirma referendo, mas diz que segue disposto a acordo
Economia|Do R7
Atenas, 27 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou neste sábado que o referendo sobre o resgate será realizado e que o governo não "pedirá permissão" aos credores para "dar a palavra, o direito de falar, ao povo", mas prometeu continuar disposto a chegar a um acordo. As declarações de Tsipras foram feitas ao fim de um debate parlamentar que durou 14 horas, no qual foi votada a convocação de um referendo sobre as medidas propostas pelas instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional). "Nossa intenção de chegar a um compromisso de honra estará sempre sobre a mesa", disse Tsipras, que convocou o povo grego a responder com um 'não' às propostas para assim fortalecer a posição negociadora do governo. A decisão sobre o referendo "não constitui uma ruptura com a Europa, mas sim romper com as táticas que ofendem a Europa", esclareceu. Tsipras afirmou que o governo grego negociou, mas que "no final prevaleceram as vozes extremas de membros e instituições, apesar das boas intenções de alguns, especialmente do senhor Juncker", disse em referência ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Jucker. "A perseverança que o FMI deveria ter fazendo parte do acordo bloqueou a possibilidade de um compromisso honesto", explicou Tsipras, que usou palavras especialmente duras para o Fundo, como sendo o responsável pelas exigências mais inaceitáveis para a Grécia, como "transferir o peso" da economia sobre os aposentados. O primeiro-ministro também criticou a insistência do FMI em querer aumentar o IVA sobre os hotéis dos 6,5% atuais (o governo tinha proposto 13% como fórmula de compromisso) para 23%, o que seria um duro golpe ao setor mais competitivo da economia grega. "Eles não nos pedem para chegar a um acordo, querem que entreguemos nossa dignidade política. A dignidade de um povo não está em jogo", acrescentou Tsipras, que argumentou que os dois resgates assinados por governos anteriores tiveram "consequências dramáticas", por isso convocou o povo a votar contra o acordo e "enviar uma forte mensagem de dignidade à Europa e ao mundo". EFE ih/vnm















