Tusk diz que acordo permitirá continuar apoiando a Grécia
Economia|Do R7
Bruxelas, 13 jul (EFE).- O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse nesta segunda-feira que o acordo unânime fechado pelos líderes da zona do euro para iniciar as negociações para o terceiro resgate em favor da Grécia permitirá continuar apoiando o país. "Acertamos em princípio que estamos preparados para começar as negociações para levar um programa ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o que em outras palavras significa continuar com o apoio à Grécia", disse Tusk em entrevista coletiva após reunião dos chefes de Estado ou de Governo da zona do euro. Tusk advertiu que haverá "estritas condições que cumprir" e que será preciso a aprovação de diferentes Parlamentos nacionais, incluindo a do Parlamento grego, para começar formalmente a negociação do programa MEE. No entanto, Tusk assinalou que "a decisão dá à Grécia a oportunidade de voltar ao caminho com o apoio dos parceiros europeus. E, além disso, evita as consequências sociais, econômicas e políticas que o resultado negativo poderia ter provocado". "Avalio o progresso e a posição construtiva da Grécia, que nos ajudou a voltar ao caminho com os parceiros da zona do euro", disse o presidente do Conselho Europeu. Após os procedimentos nacionais, explicou Tusk, o Eurogrupo trabalhará de maneira estreita com as instituições para continuar avançando nas negociações. "Os ministros de Finanças debaterão, além disso, em caráter urgente como ajudar a Grécia a enfrentar suas necessidades financeiras a curto prazo, o que se chamou empréstimo-ponte", acrescentou Tusk. O presidente da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da UE), Jean-Claude Juncker, destacou que o acordo fechado "foi trabalhoso e levou tempo, mas foi conseguido". "A CE disse desde o princípio que não aceitaria um 'grexit', e não o haverá, portanto em relação ao fundo e à forma estamos contentes com o resultado", afirmou Juncker. Já o presidente do Eurogrupo e titular holandês de Finanças, Jeroen Dijsselbloem, ressaltou que todos os países vão trabalhar para reconstruir a confiança perdida. O acordo fechado pelos líderes tem que passar agora pelos Parlamentos nacionais de alguns países, entre eles o grego. EFE mb-mrn-emm/ma (foto)















