Logo R7.com
RecordPlus
‌

UE pode perder 3,5 mi empregos se cortar defesas comerciais contra China, diz estudo

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia (UE) pode perder até 3,5 milhões de postos de trabalho se remover suas defesas comerciais contra a China, como Pequim espera que aconteça até o final de 2016, de acordo com um estudo para um grupo de 25 federações industriais da Europa publicada nesta sexta-feira.

O estudo, apresentado para autoridades e parlamentares da UE nesta semana, prevê que as importação de bens manufaturados da UE subirão entre 25 e 50 por cento ao longo dos próximos três anos.

‌

"Isso são outros 5 a 10 por cento por ano além da tendência de crescimento e eu diria que o estudo é conservador. A China é capaz de exportar muito mais dado seu excesso de capacidade", disse à Reuters Robert Scott, co-autor do estudo e diretor do Instituto de Política Econômica.

A União Europeia, junto com outros membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), precisam determinar se concedem à China o "status de economia de mercado" ao final de 2016.

‌

A OMC reconheceu, quando a China comunista se juntou à entidade em 2001, que os preços locais não eram definidos pelas forças do mercado, mas esperava que em 15 anos Pequim fosse desempenhar um papel menor no direcionamento da economia.

O "status de economia de mercado" é importante porque, se concedido, reduz a capacidade da UE de adotar tarifas antidumping sobre as importações chinesas. Isso só poderia acontecer se os preços de exportação da China estiverem abaixo dos já baixos preços domésticos.

‌

Scott diz que tarifas de importação mais baixas e a redução da ameaça de procedimentos antidumping levará as empresas chinesas a reduzirem o preço de seus bens de exportação em quase 30 por cento.

A consequente perda de produção da UE cortaria 1 a 2 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco, resultando na perda de 1,7 a 3,5 milhões de empregos.

(Por Philip Blenkinsop)

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.