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Vilãs da conta de luz, termelétricas evitaram apagão e racionamento

Economista explica que modernização dessas usinas entre 2015 e 2016 deixou-as mais eficientes e garantiu oferta de energia atual

Economia|Do R7

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Termelétricas ficaram ainda mais caras na pandemia
Termelétricas ficaram ainda mais caras na pandemia

Diante da escassez de chuvas no Brasil, uma realidade constatada nos últimos sete anos, as termelétricas foram a única opção possível para evitar o racionamento de energia ou apagões. A afirmação é do economista e professor de direito ambiental Alessandro Azzoni.

"As termelétricas não chegam a ser heroínas, mas vilãs é exagero. Elas são um coadjuvante importante do sistema nacional e garantiram o abastecimento regular nesses últimos anos." A maior parte da produção nacional de eletricidade, aproximadamente 60% do total, vem das hidrelétricas.


Segundo Azzoni, as termelétricas são apontadas como vilãs porque utilizam em sua produção combustíveis fósseis que tornam o processo de geração de energia mais caro, o que impacta a conta de luz dos consumidores finais.

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"Para piorar a situação, diesel e gás, com a elevação do preço do barril de petróleo no exterior, tiveram sucessivos aumentos durante a pandemia", comenta.


No fim de 2021, 25% da geração de energia do país era garantida pelas termelétricas. Em 2019, o percentual ficava por volta de 16%. Há dez anos, em 2012, esse tipo de produção representava 10% do total.

"Nos últimos sete anos os índices pluviométricos foram insuficientes para garantir o funcionamento das hidrelétricas e se nós não tivéssemos essas 3.099 termoelétricas ativas, teríamos hoje um problema de racionamento de energia e estaríamos vivendo situações mais conflitantes."


O economista explica que as usinas estão espalhadas por todo o país, mas a concentração maior está na região Sudeste. Em São Paulo e Minas Gerais, principalmente.

Alessandro Azzoni diz que foi graças à crise econômica do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) que as termelétricas se tornaram mais eficientes para suprir a demanda nacional de agora.


"Com a queda da atividade econômica naquele momento, usou-se menos energia no país e foi possível desligar as usinas para modernizá-las. Muitas estavam defasadas e precisavam desse trabalho", afirma. "Elas não tinham manutenção suficiente e eram usadas de forma precária."

Para o economista, o futuro da geração de energia do país deveria ser das usinas térmicas que utilizam biomassa, método menos agressivo à natureza, ou a solar e eólica, mais baratas e com grande potencial no país.

"Deveríamos incentivar mais as usinas eólicas daqui em diante, elas já mostraram que são bastante eficientes. Parques solares em regiões como o Nordeste também deveriam ter investimento mais firme, para tirar um pouco da dependência das hidroeléticas e das térmicas", sugere Azzoni.

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