Análise: novas diretrizes para cursos de enfermagem buscam ‘aumentar régua da qualidade’
MEC anuncia mudança na carga horária e no peso do estágio supervisionado para graduação na área
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O MEC (Ministério da Educação) oficializou as novas diretrizes curriculares para graduações de enfermagem no Brasil nesta terça-feira (19). Entre as principais mudanças estão a ampliação de carga horária mínima para 4.000 horas e o aumento do peso dos estágios supervisionados, que passam a representar 30% da grade.
Agora, as formações deverão ser obrigatoriamente feitas no formato presencial. Instituições de ensino terão até junho de 2028 para se adaptar às novas exigências. Segundo Rafael Parente, PhD em educação e pesquisador, o crescimento exponencial de faculdades privadas com cursos de enfermagem à distância, entre 2010 e 2023, resultou em “um problema sério de saúde pública”, evidenciado em um resultado insatisfatório no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2023.

Em entrevista ao Conexão Record News, o pesquisador aponta que as novas mudanças farão com que a formação foque mais em serviço, e acontecerá na prática, com pacientes portadores de “problemas reais”.
“A resolução anterior, que ditava as regras para os cursos de enfermagem, estava em vigor desde 7 de novembro de 2001, muito antes de a gente ter os smartphones, a internet, antes do prontuário eletrônico da Covid. Então, a primeira medida ‘fechou a torneira’ da quantidade ruim de cursos de enfermagem, principalmente EAD (Educação a Distância), e essa nova diretriz que acabou de sair tenta aumentar a régua da qualidade”, afirma.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!













