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Inscrição automática no Enem é ‘um dos maiores avanços dos últimos 20 anos’, diz pesquisador

Novidade anunciada pelo Ministério da Educação já passa a valer na edição deste ano do exame

Educação|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O MEC anunciou que alunos do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Enem a partir desta edição.
  • A medida deve aumentar o número de locais de aplicação da prova, com cerca de 10 mil escolas disponíveis.
  • Pesquisador destaca a mudança como um dos maiores avanços nas políticas educacionais dos últimos 20 anos.
  • A inscrição automática pode melhorar a participação dos estudantes, que muitas vezes não se inscreviam por desinteresse nas etapas necessárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta segunda-feira (18) que os alunos concluintes do ensino médio na rede pública vão ter inscrição automática no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A novidade já passa a valer na edição deste ano do exame.

Com a medida, o Inep (Instituto Nacional de Estudos E Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) deve ampliar o número de locais para aplicação da prova, com cerca de 10 mil escolas. O MEC estima que pelo menos 70% dos estudantes do terceiro ano do ensino médio vão prestar a prova em 2026.


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“É um dos maiores avanços que a gente teve nas nossas políticas educacionais, talvez, dos últimos 20 anos”, afirma Rafael Parente, PhD em educação e pesquisador. Para ele, o anúncio é “extremamente significativo” e indica que o Enem vai passar a ser um instrumento oficial de avaliação de qualidade do ensino médio brasileiro no lugar das provas Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Parente explica que era extremamente difícil fazer com que os alunos, principalmente os mais velhos, tivessem interesse em fazer o exame. “Era uma prova que era obrigatória para a escola, mas que não valia nada para o estudante individualmente, não dava bolsa, não dava vaga em universidade, não dava certificado, e o resultado, então, era que as escolas suavam muito para conseguir que os alunos do terceiro ano se dedicassem à Prova Brasil. A maioria, sinceramente, não conseguia”, aponta em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (19).


O pesquisador ressalta que o principal indicador de qualidade da educação do ensino médio do país estava sendo calculado com base em uma prova que metade dos alunos, pelo menos, não fazia direito. E isso explica, em parte, por que existia uma imagem tão ruim nos resultados do ensino público.

“A consequência prática é que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio pode dar um salto nos próximos anos, mas não significa que vai ser uma melhoria pedagógica de verdade — vai ser correção metodológica. Um educador honesto precisa distinguir essas duas coisas. Quando o indicador melhora, vai ser preciso perguntar quanto foi da escola que melhorou e quanto foi da prova que mudou do Saeb, da Prova Brasil, para o Enem. As duas coisas são superpositivas, mas elas significam coisas diferentes”, ressalta.

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