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Bolsas permitem que atletas continuem com os estudos  

Auxílio destinado a esportistas federados e aos de alto rendimento garante desenvolvimento nos esportes e na educação

Educação|Alex Gonçalves, do R7*

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Sara Ozório, 13 anos do Rio de Janeiro
Sara Ozório, 13 anos do Rio de Janeiro

Sara Ozório conquistou o primeiro lugar por equipe no Campeonato de Surfe Feminino dos Jogos Estudantis de 2020. Para conciliar a carreira como esportista e a escola, a adolescente conseguiu uma bolsa de estudos em uma escola particular do Rio de Janeiro.

"O esporte ajuda a desenvolver habilidades, mas é uma parte do processo de aprendizagem, é importante que haja incentivos educacionais por meio de instituições privadas ou programas governamentais para que os atletas possam estudar e treinar", avalia Patrícia da Silva Souza, mãe da adolescente.


"Por conta das competições, recebo ajuda dos meus colegas e consigo ter uma flexibilidade para conciliar os estudos com o surfe," diz Sara, aluna do 8º ano do fundamental.

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A oportunidade da bolsa de estudos integral surgiu em um momento decisivo para a família. “Eu e meu marido estamos sem trabalhar por conta da pandemia de covid-19”, diz Patrícia. “Fomos em mais de 15 colégios aqui no Recreio dos Bandeirantes em busca de apoio educacional e só ouvi respostas negativas”, conta a mãe da jovem surfista. Ela carregou o portfólio às escolas pedindo ajuda para os estudos da atleta até conseguir a bolsa de estudos.


Jovens atletas do Brasil aproveitam habilidades para conseguir bolsa e morar fora

Para Teresa Daltro CEO da rede Daltro Educacional, instituição que concedeu a bolsa, “incentivar atletas é uma forma de valorizar as primeiras conquistas, tornando possível a carreira esportiva para muitas crianças e adolescentes." 


A escola tem como tradição oferecer bolsas na instituição para apoiar os atletas federados de todos os esportes. Neste ano, a instituição disponibilizou 300 bolsas de estudos. “Fazemos isso levando em conta o bom desempenho dos alunos na escola e na modalidade esportiva a qual representam", explica a CEO.

Governo define regras para concessão do Bolsa Atleta


Nos Estados Unidos a prática é mais comum, mas no Brasil a Estácio em parceria com a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) beneficia ginastas, treinadores de seleções e colaboradores com bolsas de estudo.

Um estudo divulgado pelo governo federal para os Jogos Olímpicos de Tóquio, 93% dos atletas brasileiros integram o Bolsa Atleta, programa coordenado pelo Ministério da Cidadania em conjunto com a Caixa Econômica Federal.

O programa é voltado aos atletas de alto rendimento que não têm patrocínio. O programa dá as condições necessárias para que eles se dediquem ao treinamento esportivo e possam participar de competições. O atleta benefeciado passa a receber mensalmente pelo período de um ano, um auxílio financeiro creditado em conta que poderá ser de até R$ 15 mil por mês de acordo com a categoria: estudantil, base, nacional, internacional, Olímpico e Paralímpico e Atleta Pódio.

Para participar o atleta que não possui patrocínio e está interessado no programa, deverá preencher o formulário online no site do Ministério da Cidadania, encaminhar a documentação solicitada e aguardar o resultado do pedido da bolsa por meio de correspondência ou e-mail.

*Estagiário sob supervisão de Karla Dunder

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