Em greve, 5.000 professores protestam em São Paulo
Categoria mantém paralisação há 20 dias, apesar de a prefeitura ter anunciado bônus de 15,38%
Educação|com Agência Brasil

Os professores da rede municipal de São Paulo decidiram nesta terça-feira (13) manter a greve, que teve início em 23 de abril. À tarde, um grupo de 5.000 pessoas fez assembleia em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo)e saiu até a sede da prefeitura. A caminhada, que passou pela avenida Paulista e pela rua da Consolação, complicou o trânsito na região. Na frente da prefeitura, os professores fizeram um ato por volta das 18h.
Segundo a Polícia Militar, a manifestação, organizada pelo Simpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal), foi pacífica. Os profissionais reivindicam a incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que o prefeito Fernando Haddad encaminhou hoje um projeto de lei para aumentar o piso salarial dos professores, gestores e do quadro de apoio à educação em 15,38%. A medida elevaria para R$ 3.000 o piso dos professores com jornada semanal de 40 horas-aula retroativamente a 1º de maio. “Com a medida, o Município de São Paulo pagará um dos maiores pisos salariais do Brasil”, destacou a secretaria.
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Segundo o órgão, desde 2011, cerca de 20 mil professores que recebem o piso não tinham aumento de rendimentos, mas apenas de benefícios de incorporação de abonos concedidos anos atrás.
“Todos os demais profissionais da educação [que recebem além do piso], incluindo os 28 mil aposentados, receberão aumento de 13,43% nos salários. Esse esforço representa um aumento de R$ 390 milhões na folha de pagamento para 79.524 profissionais ativos e R$ 231 milhões para os 28.513 profissionais da educação inativos, totalizando R$ 622 milhões só em 2014. Com a medida, os aumentos acumulados para os educadores desde o início da atual gestão sobem para 26%”, acrescentou a secretaria.













