Enem: professores apontam possíveis temas da redação e dão dicas para candidatos
Questões ambientais, tecnologia e direitos sociais são apontados como os principais eixos de estudo
Educação|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A menos de três semanas do Enem, marcado para os dias 8 e 15 de novembro, a preparação ganha um foco decisivo: a redação, capaz de garantir até 1.000 pontos na nota final dos candidatos.
Professores ouvidos pelo R7 recomendam treino para estruturar argumentos e elaborar propostas de intervenção.
O tema da redação é sigiloso e só é descoberto quando o candidato inicia a prova. Por isso, a orientação dos professores é evitar apostar em um único assunto e concentrar a preparação em eixos temáticos que permitam discutir diferentes problemas da sociedade brasileira.
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Guilherme Alves, professor de língua portuguesa e redação e mestre em literatura do SIGMA, destaca grupos vulneráveis e desafios nas áreas de saúde e educação entre os assuntos que merecem atenção dos candidatos. Apesar disso, sua aposta final é nas questões ambientais.
“Neste ano, as apostas giram em torno dos desafios da preservação florestal, impactos dos deslizamentos de terras, da poluição de rios e de mares, das queimadas, sobretudo como elas impactam direta ou indiretamente a população brasileira, marcada pela desigualdade social”, afirma.
No ano passado, a redação abordou o envelhecimento. Em 2024, a herança africana. Em 2023, o trabalho de cuidado realizado pela mulher. E, em 2022, os povos tradicionais.
Erros comuns
A redação do Enem é avaliada em cinco competências, cada uma com pontuação máxima de 200 pontos. Veja:

Para errar o mínimo possível, a professora de português e literatura Claudia Gomes, da Rio International School, dá dicas para pessoas que ainda têm dificuldade em desenvolver um texto dissertativo-argumentativo.
“A melhor estratégia para os estudantes que ainda apresentam dificuldades na produção do texto é compreender e praticar, gradualmente, a estrutura básica desse gênero textual”, recomenda.
Segundo ela, leitura frequente e prática regular da escrita contribuem para ampliar o vocabulário e aprimorar a organização das ideias.
Quando se trata da gramática, Guilherme destaca problemas recorrentes que podem custar pontos preciosos.
“Os deslizes mais comuns cometidos pelos candidatos referem-se a desvios gramaticais associados à grafia de termos com ‘s’, ‘ss’, ‘sc’, ‘ç’, à acentuação, ao uso da vírgula, à regência nominal-verbal e ao paralelismo sintático”, comenta.
Repertório
Apesar de o repertório ser essencial em uma redação estilo Enem, a especialista de educação da Tutory Letícia Martins explica que memorizar citações de filósofos ou frases conhecidas não garante uma boa nota.
O repertório sociocultural precisa estar relacionado ao tema e contribuir para a defesa do ponto de vista apresentado pelo candidato.
“Uma citação decorada, inserida sem relação com o tema, rende pouco. Já um dado, um fato histórico ou uma obra explicados e conectados ao problema discutido valem muito mais”, observa.
Letícia recomenda ao aluno usar um caderno para organizar os repertórios por eixo temático, reunindo informações que possam ser aplicadas a diferentes discussões.
“Para construir esse repertório, ajudam as fontes de qualidade: jornalismo de boa reputação, dados de instituições como IBGE, Ipea e Inep, além de livros, documentários e filmes. Dessa maneira, o candidato chega à prova com poucos repertórios bem compreendidos, e não com uma lista de frases soltas”, finaliza.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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