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Escolas receberão resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização em junho

Anuncio foi feito por Francisco Soares, presidente do Inep

Educação|Do R7

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As escolas do País receberão os resultados da ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) no próximo mês. Além de dados objetivos, as instituições terão acesso a uma contextualização de sua situação, com informações sobre infraestrutura, corpo docente e nível socioeconômico.

A explicação foi feita na última terça-feira (27) por Francisco Soares, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), no 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação, que acontece até sexta-feira (30) e reúne mais de mil dirigentes municipais de educação em Florianópolis (RS).


— A intenção é que as escolas deem mais a quem precisa. Se eu tenho uma escola com alunos difíceis, porque trazem menos de casa, tenho que ter uma escola menos complexa, diz ele.

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A ANA foi aplicada pela primeira vez no ano passado. As provas avaliaram os conteúdos de leitura, escrita e matemática dos alunos no final do ciclo da alfabetização. No total, fizeram a avaliação 2,6 milhões de estudantes, de 55 mil escolas.

A avaliação deve servir também de marco zero para avaliar o Pnaic (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa), que visa a alfabetizar todas as crianças até os 8 anos de idade, e começou a ser aplicado em sala de aula no ano passado.


Para ajudar no aproveitamento dos dados pelas escolas e gestores, o desempenho será dividido em níveis e o Inep vai detalhar o que é necessário para chegar a cada um dos níveis. As escolas saberão a porcentagem dos estudantes de cada faixa. Além disso, terão acesso a dados de escolas na mesma região, mesma modalidade (campo/urbana) e nível socioeconômico dos alunos para comparação.

Expectativas


Cleuza Repulho, presidenta da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e secretária de Educação de São Bernardo do Campo, em São Paulo, espera que os dados não sirvam para ranquear as escolas.

— Os dados devem vir não no sentido de ranquear a escola, mas de ter uma radiografia verdadeira da alfabetização, diz.

— Acredito na avaliação desde que vá para o planejamento e não só para a porta da escola, para ranquear. Se for para isso não vale a pena, já sabemos os resultados, completa.

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Soares explica que os rankings são uma maneira de falar dos dados, mas não a única. "Todo mundo pode aprender sem prejudicar o outro. Podemos ter várias maneiras de sucesso. Oranking sugere que quem não é o primeiro não chegou lá. Isso não é verdade".

Outra avaliação, a Provinha Brasil —não obrigatória, aplicada a alunos do 2º ano do ensino fundamental— passará a ser divulgada. Atualmente, cada escola aplica o teste e o corrige. Agora, o Inep e os demais gestores terão acesso a esses dados.

A previsão para a consolidação e disponibilização dos dados é até 14 outubro. Antes, os gestores deverão informar um responsável pela Provinha Brasil e cadastrar as informações no sistema.

— Antes [a Provinha Brasil] era algo interno, agora passa a ser ferramenta de gestão e comparação, diz Soares.

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