Feder diz que declina de convite para ser ministro da Educação

Secretário de Educação do Paraná fez post informando estar honrado com convite. Nome ainda não havia sido oficializado por Bolsonaro

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder

Arnaldo Alves/ANPr

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, afirmou neste domingo (5) que decidiu declinar do convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para tornar-se ministro da Educação. 

O nome era dado como certo na sexta-feira (3) pela manhã nos bastidores do Palácio do Planalto. No entanto, Bolsonaro sofreu forte pressão de apoiadores de setor mais "ideológico" do governo para rever a indicação. O presidente teria inclusive cancelado uma entrevista pessoal que faria com o secretário do Paraná na segunda-feira (6). 

Feder afirma que não assumirá o cargo por decisão própria e deu detalhes do contato feito por Bolsonaro. Disse ainda que manterá o trabalho desenvolvido no Paraná.

"Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação."

Justiça Federal nega suspender indicação de Weintraub a banco

Mais cedo, neste domingo, ele fez outra postagem alegando ser falsa a informação de que teria havido divulgação de livros com ideologia de gênero no Paraná. O tema foi um dos que contribuíram para a pressão de apoiadores para que o presidente desistisse de Feder. "Não existe nenhum material com esse conteúdo aprovado ou distribuído pela Secretaria", escreveu o secretário em post no Facebook.

Feder ocuparia a vaga de Abraham Weintraub, que deixou o ministério em junho. Bolsonaro chegou a nomear o professor Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo, mas acabou demitino o candidato a pedido seis dias depois, antes da posse, após universidades apontarem a existência de diversas informações falsas no currículo de Decotelli.