Pais não estão lendo para os filhos: ‘Celular passou a ser a babá das crianças’
Coordenadora do Instituto Pró-Livro repercute estudo que mostra que maioria das famílias não faz leituras compartilhadas com as crianças
Educação|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante o desenvolvimento cognitivo de uma criança, a leitura é uma atividade de importância fundamental para se alcançar um raciocínio bem elaborado com o passar dos anos. Um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico) divulgado nesta quarta-feira (6), contudo, revela que 53% das famílias raramente leem para os filhos menores de 5 anos.
Os estudos foram realizados nos estados do Ceará, Pará e São Paulo. Quanto à leitura compartilhada de até 7 vezes na semana, as respostas também são desanimadoras: só 14%. A média internacional para essa atividade é de 54%.

“Falta as famílias perceberem a importância que elas têm no despertar do interesse das crianças pela leitura. [...] As crianças amam ouvir histórias; elas ficam deslumbradas com os livros infantis”, enfatizou a coordenadora do Instituto Pró-Livro, Zoara Failla.
“A escola vai criar os momentos da alfabetização que são fundamentais, mas o despertar do interesse pela leitura de forma lúdica, de forma afetiva, a família tem um papel muito importante”, elaborou a especialista no Conexão Record News desta quarta-feira.
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Momentos de lazer que poderiam ser utilizados para algumas páginas são substituídos por horas nos videogames ou redes sociais. “O celular passou a ser o brinquedo e, às vezes, como as pessoas dizem, a babá das crianças.” Essa troca impede o compartilhamento de vivências e repertório que uma leitura em família poderia proporcionar.
Zoara vai além e opina que a leitura em papel deve ser preferida à em telas. Não apenas para desenvolver uma relação mais forte entre a criança e o livro, mas também para auxiliar no aspecto financeiro e social, que leva muitas famílias a deixarem de ler por falta de recursos ou hábito. “Independentemente de elas terem tido essa vivência [...] vamos para bibliotecas públicas, comunitárias, livrarias”.
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