Reitor da USP defende uso de recursos privados
Marco Antonio Zago apoia formato de financiamento adotado em universidades estrangeiras
Educação|Do R7

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, defendeu a realização de convênios com a iniciativa privada como fontes alternativas de recursos para a instituição.
Leia trechos da entrevista:
Não seria interessante que a sociedade participasse das decisões, que a USP se assumisse como uma instituição que tem um papel social, sustentada pela população de São Paulo?
Marco Antonio Zago: Concordo que a universidade é um instrumento da sociedade. A autonomia dela tem de atender ao interesse social. A pedra de toque do programa de gestão que depositei quando me candidatei é exatamente essa: olhar muito mais para as necessidades da sociedade ao se organizar as ações e decisões da universidade.
Isso poderia levar a novas fontes de recursos, com convênios com os setores produtivos?
Marco Antonio Zago: Eu acho que sim, como ocorre com outras universidades estrangeiras. No entanto, existem grupos na universidade que pensam que ela deve depender exclusivamente dos recursos públicos e que a aceitação desses outros significa abrir mão da isenção para atender a interesses outros. Eu não concordo com isso.
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Em muitos países, como Estados Unidos, Inglaterra e China, as universidades públicas são pagas. Aqui é possível levar essa discussão?
Marco Antonio Zago: Não. É uma questão constitucional. Mudar o artigo significaria que a sociedade como um todo adotou outra visão. No momento, sigo a visão predominante de que essas universidades públicas devem ser gratuitas no sentido de não cobrar mensalidade.
No decorrer da greve, o ambiente se deteriorou com episódios de agressividade. Seria possível evitar isso?
Marco Antonio Zago: Espero muito que sim. É fundamental na universidade a aceitação da diversidade de ideias. Se não, ela perde sua função. A intolerância com pontos de vista divergentes é a pior coisa que pode ocorrer na universidade.
É tão grave quanto o que ocorre quando ela é submetida a um regime ditatorial. Por isso, houve manifestações de repúdio que tomaram dimensões muito grandes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.













