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Reitores das federais se reúnem no CE para debater PNE

Gestores de universidades federais de todo o País estão reunidos em Fortaleza

Educação|Do R7

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A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Maria Lúcia Cavalli Neder participa do debate
A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Maria Lúcia Cavalli Neder participa do debate

Reitores de universidades federais de todo o País estão reunidos em Fortaleza para debater atribuições, metas, oportunidades e prioridades do PNE (Plano Nacional de Educação). Na pauta dos reitores, está ainda a atuação das universidades no cumprimento da nova legislação. Trata-se da reunião do Conselho Pleno da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior).

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Participam do debate a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso, Maria Lúcia Cavalli Neder, o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Speller, o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), e o secretário cearense da Educação, Maurício Holanda, além de 62 reitores das universidades associadas à Andifes.

O presidente da Andifes, Jesualdo Farias, destaca que as metas do Plano são ousadas e que as universidades federais têm responsabilidade sobre todas elas. "Nossa missão é trabalhar para que essas metas sejam cumpridas ou, pelo menos, que se chegue ao mais próximo possível do que foi estabelecido", diz.


Algumas dão a dimensão do desafio. Uma das metas prevê que, em até 10 anos, se atinja o porcentual de 50% dos professores da educação básica com nível de pós-graduação. Segundo o Observatório do PNE, plataforma que monitora os indicadores ligados ao Plano, atualmente apenas 29% dos professores do ensino básico se encaixam nesta categoria.

— Já temos um desafio anterior, de que todos os professores do ensino médio tenham formação em licenciatura nas áreas em que ensinam.


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O PNE prevê elevar o número de matrículas nos cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) para formar 60 mil mestres e 25 mil doutores por ano. Atualmente, de acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Brasil forma cerca de 35,6 mil mestres e 11,3 mil doutores ao ano.


Em paralelo, o PNE determina elevar a taxa bruta de matrícula do ensino superior para 50% da população de 18 a 24 anos e expandir as matrículas no setor público em 40%.

—Para atender a estas demandas, a educação a distância será uma ferramenta fundamental.

Ainda no ensino superior, o PNE prevê que 75% dos docentes efetivos de cada universidade sejam mestres ou doutores (com no mínimo de 35% de doutores).

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Jesualdo Farias chama a atenção ainda para uma das metas mais debatidas durante a elaboração do plano: a que prevê a ampliação do investimento em educação para 7% do PIB em cinco anos; e para 10% no final do decênio.

— A grande discussão, portanto, é como viabilizar o PNE. E é para isso que estamos reunindo representantes do Governo Federal, Congresso Nacional, secretários estaduais e reitores.

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