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Taxa de analfabetismo em idosos é quase três vezes mais alta entre os negros

Enquanto a taxa de idosos brancos que não sabem ler no país é de 7,3%, entre os pretos ou pardos o número aumenta para 20,6%

Educação|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A pesquisa do IBGE revela que 58% dos analfabetos no Brasil são idosos.
  • Há uma desigualdade racial significativa: 20,6% dos idosos pretos ou pardos são analfabetos, em comparação com 7,3% dos idosos brancos.
  • A taxa de analfabetismo entre mulheres idosas é agora menor (13,7%) do que entre homens idosos (14,1%).
  • O Nordeste tem a maior taxa de analfabetismo entre idosos (29,7%), enquanto o Sudeste (6,8%) e o Sul (7,4%) têm as menores taxas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Taxa de analfabetismo entre mulheres idosas é menor do que a registrada entre homens Tony Winston/Agência Brasília - Arquivo

A nova Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (19), apontou que o analfabetismo no Brasil segue concentrado na população idosa, que hoje representa 58% do total de pessoas que não sabem ler e escrever no país.

Dentro desse grupo etário, os dados revelam uma profunda desigualdade racial: enquanto a taxa de analfabetismo é de 7,3% entre os idosos brancos, o índice quase triplica entre pretos ou pardos, atingindo 20,6%.


No panorama geral, o levantamento mostra que 14,9% de toda a população com 60 anos ou mais no país é analfabeta.

Pela primeira vez, o indicador apontou uma inversão histórica de gênero nessa faixa etária: a taxa entre as mulheres idosas (13,7%) passou a ser menor do que a registrada entre os homens (14,1%), consolidando um avanço na escolarização feminina em comparação com as décadas passadas.


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O estudo também confirma que o analfabetismo cai progressivamente nas faixas etárias mais jovens. Enquanto o índice é de 8,3% entre pessoas com 40 anos ou mais, ele recua para 5,8% na faixa de 25 anos ou mais, e chega a 4,9% na população de 15 anos ou mais.

Entre as pessoas de 15 a 59 anos, a taxa é de apenas 2,6%, indicando maior acesso à educação na infância pelas novas gerações.


Por região

Geograficamente, a desigualdade regional permanece acentuada. O Nordeste lidera o ranking nacional, com quase um terço (29,7%) de sua população idosa analfabeta, seguido pelo Norte (18,9%).

Em contrapartida, as menores taxas foram observadas no Sudeste (6,8%) e no Sul (7,4%), enquanto a Região Centro-Oeste registrou um índice intermediário de 12%.

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