Aécio adota postura paz e amor e diz que vai fazer “campanha da alegria”
Candidato também cobra investigação das denúncias de corrupção no PT
Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, se reuniu com governadores e senadores eleitos do partido em Brasília nesta quarta-feira (8) e deu o tom de sua estratégia eleitoral para o segundo turno.
Se vendendo como o candidato da mudança e com uma postura ‘paz e amor’, Aécio disse que pretende fazer uma campanha alegre e “convidou” a adversária, presidente Dilma Rouseff, a elevar o nível da disputa.
— Terei como companheira de viagem nessa campanha a verdade. Farei a campanha feliz, alegre, de alma leve acreditando que minha missão é dar ao brasileiro aquilo que os brasileiros esperam. Eu não trato o adversário como um inimigo a ser abatido de qualquer forma, eu estou numa campanha política, não estou numa guerra. Convido a candidata oficial, a senhora presidente da República, a fazer uma campanha de alto nível.
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O candidato tucano também disse que vai lutar para desconstruir a imagem reafirmada pelo PT de que o governo do PSDB ignora a parcela pobre da população. De acordo com Aécio Neves, seu governo vai priorizar as necessidade de quem mais precisa do Estado.
— Se vencer, serei o presidente de todos os brasileiros e principalmente dos que mais precisam da ação do Estado. Serei o presidente dos brasileiros mais pobres, por mais que as lideranças do governo ou o marketing da campanha oficial continue a manter essa visão perversa de política e de Brasil, querendo sempre dividir o Brasil entre nós e eles.
Apoios
O PSDB já recebeu o apoio oficial do PSC, que no primeiro turno tinha Pastor Everaldo com candidato à presidência, e do PV, partido do candidato derrotado Eduardo Jorge. Juntos, os dois receberam 1,4 milhão de votos.
O PPS, que era da coligação que apoiou Marina Silva, também já oficializou apoio à candidatura de Aécio. Mas, a candidata do PSB, que recebeu 22 milhões de votos no primeiro turno, deve anunciar seu apoio somente nesta quinta-feira (9).
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Para Aécio Neves, os partidos têm o tempo que precisarem para decidir quem apoiar, mas se mostra otimista ao acreditar que todas as legendas que buscam a mudança devem se unir ao PSDB.
— Vamos aguardar que os outros partidos, no seu tempo, tomem a sua decisão. Vou esperar com absoluta serenidade. A minha candidatura, a partir desse momento da campanha, passa a ser a candidatura que interpreta esse sentimento de mudança. E é natural que forças que tiveram divergências nesse ou naquele tempo se unam no segundo turno. O segundo turno é feito para isso. E vamos construir a nossa unidade em torno do projeto mudancista.
Corrupção
O candidato Aécio Neves também se pronunciou sobre as denúncias de uso político dos Correios, de corrupção na Petrobrás e sobre a apreensão de R$ 116 mil com o ex-assessor do Ministério das Cidades Marcier Trombiere Moreira — que também trabalhou na campanha que elegeu Fernando Pimentel (PT) governador de Minas Gerais.
Aécio se disse surpreso com a capacidade que o governo tem de gerar notícias sobre corrupção e defendeu que as instituições responsáveis pela investigação cumpram seu papel.
— O Brasil tem instrumentos institucionais que têm a responsabilidade de apurar, processar e, quando for o caso, de condenar. Eles devem funcionar na sua plenitude porque não depende, como parece crer alguns, da vontade do governante de plantão para funcionar




