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Eleições 2014

“Brasil vive uma crise de expectativa”, diz Eduardo Campos

Pré-candidato à Presidência, governador alerta que “o mundo está crescendo mais que o Brasil”

Eleições 2014|Do R7

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A crítica de Campos foi embasada com gráfico no Facebook
A crítica de Campos foi embasada com gráfico no Facebook

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), está aproveitando a virada de 2013 para 2014 para intensificar suas críticas ao governo federal. Depois de lamentar a demora de Brasília para liberar recursos que poderiam ter diminuído o tamanho da tragédia das chuvas no Espírito Santo, o presidente nacional do PSB e pré-candidato à Presidência voltou suas atenções para a economia.

Em mensagem publicada em seus perfiis no Facebook e no Twitter, o presidenciável disse que vem “alertando faz tempo que o Brasil vive uma crise de expectativa”.


— A economia é um jogo de expectativa. À medida que você imagina que o futuro vai ser melhor, isso melhora o presente. Quando você tem uma expectativa de que o futuro será pior, isso piora o presente.

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Campos diz que o Brasil tem “problemas macroeconômicos que precisam ser enfrentados”. Segundo ele, “há três anos seguidos o Brasil cresce uma média que é a metade do que vinha crescendo”.


— Nestes três anos, a América Latina tem crescido 40%, 50% de média a mais que o Brasil. O mundo está crescendo mais que o Brasil. Assim, temos a inflação de volta batendo na porta dos brasileiros e o Bovespa despencando mais de 15%, que é a pior queda das 20 maiores bolsas de valores do mundo. 

O socialista alerta que “numa situação dessas não se tem espaço de manobra para tentar fazer mágica” e que “qualquer passo errado pode comprometer ainda mais a situação”.


— O que precisa ser feito é um debate verdadeiro, sem um ficar jogando a culpa no outro, mas também sem eximir a responsabilidade de ninguém. É preciso um debate que faça o Brasil reencontrar o caminho do crescimento.

Deficiências

Segundo o governador de Pernambuco, “não adianta nada, nessa hora, esconder as deficiências” e “o pior erro na vida de uma pessoa, de uma comunidade, de uma organização e, sobretudo, de um país, é não ter humildade para reconhecer as coisas que precisam ser consertadas”.

— O povo, o cidadão que está pagando tributo, não quer saber se é Partido A, se é Partido B, se é o Partido C. Ele quer saber se o emprego dele está correndo risco, porque ele está endividado, porque a empresa que ele trabalha está vendendo menos do que imaginava.

O pré-candidato finaliza a mensagem dizendo que “essas questões precisam ser vistas com objetividade e franqueza, pensando sempre em ver o Brasil retomar seu crescimento”. Segundo Campos, “é preciso tranquilidade, porque ninguém faz nada bem feito de forma afobada”, e “o Brasil não precisa de afobamento, precisa de sinceridade”.

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