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Eleições 2014
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Campos diz que Lula ao lado de Dilma não ajudará a presidente

Para o pré-candidato do PSB, o que estará em julgamento é o governo da atual presidente

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Campos diz que Dilma "perdeu a oportunidade" de melhorar o país
Campos diz que Dilma "perdeu a oportunidade" de melhorar o país

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSB, o ex-governador pernambucano Eduardo Campos, disse nesta terça-feira (20) não acreditar que a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventos partidários ao lado da presidente e pré-candidata à reeleição Dilma Rousseff seja suficiente para melhorar a imagem dela.

De acordo com ele, o apoio de Lula a Dilma "foi fundamental" para a eleição da presidente, em 2010, mas agora não vai exercer influência sobre o eleitorado.

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— Na eleição de 2010, foi importante a mensagem de que a candidata Dilma tinha o apoio do presidente Lula, mas agora o que vai estar em julgamento é o governo dela. Por mais que Lula tenha seguidores e prestígio, ele sabe que o que está em debate é a realização do governo dela e o que acontece é que Dilma não entregou o que ela se comprometeu a entregar. Ela foi candidata prometendo melhorar o Brasil e o fato é que o País, com ela, parou de melhorar e começou a piorar.

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Para Campos, além de não ter feito uma boa administração, Dilma "perdeu uma oportunidade" de corrigir os rumos do governo depois das manifestações populares de junho do ano passado.

— O Brasil deu uma oportunidade para a presidente Dilma na eleição e depois mandou um recado, em junho, quando foi às ruas. Mais uma vez, ela jogou a oportunidade fora. Ela podia, ali, ter diminuído o número de ministérios, chamado gente séria e competente para conduzir o Brasil, e ela fez tudo ao contrário. Ela se entregou à velha política.

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Sobre as manifestações, o presidenciável do PSB diz que a própria Copa do Mundo acabou contaminada pela insatisfação popular.

— A gente esperava que o legado ficasse para o povo brasileiro em investimentos estruturadores e a população percebe que as mudanças que reclamava em diversas áreas do serviço público não chegaram. A Copa está pagando o preço de não ter havido as mudanças que a sociedade esperava que ocorressem em outros aspectos. Esse ambiente fez com que a sociedade brasileira ligasse esse Brasil que começou a piorar com o evento da Copa do Mundo.

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Oportunidade

Campos passou o dia na Bahia, participando de atividades e encontros em Paulo Afonso, no extremo norte do Estado, e em Feira de Santana, segunda maior cidade baiana, a 110 quilômetros de Salvador. Em sua quarta visita ao Estado no ano, o ex-governador pernambucano disse que "cerca de 70%" dos eleitores ainda não o conhecem e que isso representa uma "oportunidade" para sua candidatura.

— Cerca de 70% da população brasileira ainda não me conhece, mas vai ter tempo para me conhecer e isso é uma oportunidade, porque na medida em que a população vai me conhecendo, a gente vai crescendo. Na pesquisa do Datafolha, quando se recorta apenas os eleitores que conhecem todos os candidatos, estou em primeiro lugar, por exemplo.

Para ele, a população ainda não está interessada na eleição, mas o quadro tende a mudar após a Copa do Mundo.

— A eleição está perto no calendário, mas ainda está longe na cabeça da população. Com o tempo, com os debates, na medida em que a mídia vai acompanhando a agenda dos candidatos, na medida em que a eleição entra na pauta da população, quando isso acontecer, no final de agosto, começo de setembro, vocês vão ver como vai ficar o quadro.

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