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Eleições 2014

Carvalho critica "autoritarismo" de Aécio Neves

Candidato do PSDB é contra o decreto que institui a política nacional de participação social

Eleições 2014|Do R7

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Aécio fez críticas ao governo durante debate desta terça
Aécio fez críticas ao governo durante debate desta terça

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu nesta quarta-feira (27), as críticas do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, contra o decreto que institui a política nacional de participação social. Para o ministro, o decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff, que corre risco de ser derrubado no Congresso, é objeto de luta política e eleitoral "sem nenhum sentido".

— Vejo essas movimentações com preocupação. Participação popular é essencial, mas a formatação que busca trazer o PT avilta um poder que deve ser independente e soberano. Não há clareza de como esses conselhos serão preenchidos.


Depois de participar da posse do Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), na manhã desta quarta-feira, em Brasília, o ministro foi questionado sobre o comentário do tucano.

— Eu estranho muito que o senador Aécio Neves, que se diz progressista. E espero que a candidata Marina não entre nessa falácia de ir contra um decreto só porque é da situação, só porque é do Executivo. Pelo menos o candidato Aécio já explicitou a sua crítica, porque revela, de fato, o que o PSDB sempre foi: um verniz democrático e, na prática, autoritário, na prática [representa] o distanciamento do povo, o fechamento pra qualquer padrão de investigação, de transparência, como era o governo do Fernando Henrique Cardoso. Transformaram o decreto num objeto de luta política, de luta eleitoral sem nenhum sentido.


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Para críticos do decreto de participação social, a medida institui um poder paralelo dentro do Estado, usurpando prerrogativas do Congresso. Para defensores, democratiza as decisões públicas.


O governo federal conta atualmente com 35 conselhos, que enfrentam uma série de dificuldades de funcionamento, como falta de transparência, reuniões pouco produtivas e critérios questionáveis na escolha de representantes. Para Carvalho, o objetivo do decreto é justamente "arrumar a casa" e corrigir falhas.

Dos atuais conselhos existentes, 14 foram criados durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sete na era FHC — e nenhum no governo Dilma. Os conselhos da Saúde e da Educação remontam à década de 1930.

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