Dilma defende ampliação de Pronatec a presidiários e plebiscito para Reforma Politica, caso seja reeleita
Petista também prometeu a regularização dos planos de saúde e integração das polícias
Eleições 2014|Bruno Lima, do R7, em Brasília

A presidente da República e candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, defendeu a ampliação do Pronatec para presidiários. Durante entrevista a blogueiros no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta sexta-feira (26) a petista também disse que, se reeleita, vai trabalhar para a regularização dos planos de saúde e para aprovar a reforma política.
Essa foi a primeira vez que um presidente da República concedeu entrevista a blogueiros no período eleitoral. Dilma convidou oito blogueiros da chamada blogosfera progressista para uma entrevista coletiva. O encontro foi solicitado há dois meses pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e pela Altercom.
Durante o encontro, Dilma abordou questões relacionadas à Saúde, Segurança Pública e Reforma Política. A presidente disse ser à favor da regulação econômica da imprensa e pediu maior democratização nos meios de comunicação.
— Os meios de comunicação não podem ser objeto de monopólio e oligopólio. A concentração do poder econômico dificilmente leva a relações democráticas e simétricas. É interessante que no Brasil muitas vezes se confunde o controle econômico com o controle de conteúdo.
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Saúde
A presidente destacou o Programa Mais Médicos como um avanço no setor e afirmou que há a necessidade de uma política pública específica para aumentar as especialidades na atenção básica à Saúde. Dilma Rousseff também admitiu problemas no SUS (Sistema Único de Saúde) e prometeu a regularização dos planos de saúde, caso seja reeleita.
— Não é possível a gestão hospitalar do jeito que está. Há um problema sério na gestão hospitalar do sistema público. Se não reconhecermos, não dá para melhorar.
Reforma Política
Dilma afirmou ser a única candidata à Presidência com um projeto específico para a reforma política. Ela garantiu que, caso vença a corrida presidencial, vai trabalhar para a realização de um plebiscito para que seja votado o projeto de reforma política, incluindo o financiamento público de campanhas.
— A participação popular é indispensável. O plebiscito tem poder [para aprovar a reforma política]. Eu acredito que ninguém tem força suficiente para ir contra uma decisão dessas.
Segurança Pública
A petista criticou o atual sistema penitenciário do País. Dilma foi taxativa ao afirmar que o tema será prioridade do Governo Federal em um possível segundo mandato.
— Essa política de encarceramento do Brasil é uma política cega. Não é certa, nem errada. É cega. Ela não sabe pra onde ela vai.
Segundo Dilma, uma parte das bolsa e vagas do programa Pronatec poderão ser destinadas a presidiários. A candidata declarou que a integração das forças de segurança é necessária para combater o crime organizado nas grandes cidades.
— Temos que ter um tratamento integrado de Segurança Pública. Temos que integrar e coordenar normas e melhores práticas entre as policias militar, civil, rodoviária, federal e com o apoio do exército.




