Logo R7.com
RecordPlus
Eleições 2014

Dilma diz que oposição prega aumento das tarifas para criar clima negativo antes das eleições

Presidente garante que aumento de preços da energia e da gasolina é “conspiração”

Eleições 2014|Do R7

  • Google News
Dilma foi a terceira candidata sabatinada nesta quarta-feira
Dilma foi a terceira candidata sabatinada nesta quarta-feira

A presidente Dilma Rousseff rebateu, nesta quarta-feira (30), o que chamou de “teoria do tarifaço”, pregada pela oposição. Segundo discursos de seus adversários, haverá um aumento geral das tarifas públicas, resultando em preços maiores de energia e gasolina, por exemplo.

De acordo com a presidente, essa “profecia” quer apenas criar um clima negativo antes das eleições. Ela avalia que esse tipo de estratégia prejudica o crescimento do País e garante que não há justificativa concreta para o aumento de preços.


— Pregar esse “tarifaço” agora é para assustar as pessoas e as empresas. O que é que justifica essa hipótese do “tarifaço”? Significa a determinação em criar expectativa negativa num momento pré-eleitoral.

De acordo com Dilma, o temor pelo aumento do preço da gasolina não se justifica por que não é possível nem prever o aumento do valor internacional do petróleo. Ela citou crises geopolíticas que favorecem valorização do recurso, como a crise no Oriente Médio ou o conflito entre Israel e Irã, e afirmou que o Brasil pode ficar imune às consequências.


— O preço do petróleo com os quais eles nos comparam é o preço internacional. Não há nenhuma lei divina que diz que, a cada flutuação no preço internacional do petróleo, o Brasil tem que flutuar atrás.

Dilma quer internet no Brasil com padrão Coreia do Sul


As declarações foram dadas em entrevista a jornalistas logo após a sabatina de empresários realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Dilma foi a terceira candidata a ser sabatinada nesta quarta-feira.

Durante a manhã, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) também foram questionados sobre as propostas para o setor industrial do País e citaram o “tarifaço” como uma consequência do governo Dilma.


Ministérios

Ainda rebatendo críticas da oposição, Dilma defendeu o número de ministérios de seu governo. Campos e Aécio garantiram que é possível governar com menos ministérios e que 39 pastas é uma quantidade exagerada, mantida somente para beneficiar a base aliada de Dilma.

Mas, a presidente argumenta que todos os ministérios são importantes e que gostaria de saber da oposição quais pastas eles fechariam, caso vençam as eleições. Questionada sobre como será seu quadro de ministérios caso saia vitoriosa no pleito, ela disse que não pensa nisso agora.

— Eu tenho algumas superstições. Eu não sento na cadeira de presidente no segundo mandato antes de ser eleita. Eu discuto os ministérios do meu governo atual. [...] Qual é o ministério que eles querem acabar? Me digam qual é que eu discuto concretamente.

Citando as pastas menores, ela defendeu os ministérios da Pesca, dos Portos, da Micro e Pequena Empresa e as secretárias com status de ministério, como a da Política para as Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Dilma afirmou que todas as pastas foram importantes na elaboração de projetos ao longo de seu mandato e os ministérios serão repensados somente depois que as propostas começarem a dar frutos.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.