Aécio diz que, se eleito, reduzirá número de ministérios pela metade no primeiro dia
Candidato tucano ainda pretende diminuir em um terço número de cargos comissionados
Eleições 2014|Fernanda Domingues, do R7, em Brasília

O candidato tucano à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), disse que, se eleito, uma de suas primeiras ações como chefe do Executivo será reduzir em pelo menos a metade o número de ministérios no Brasil.
Durante coletiva nesta quarta-feira (30), após sabatina promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília (DF), o senador mineiro não soube dizer quantas pastas haveria em sua gestão, mas criticou os 39 ministérios do governo Dilma Rousseff.
Aécio Neves disse ainda que pretende reduzir o número de cargos comissionados no Executivo — hoje algo em torno de 22 mil, de acordo com ele — em pelo menos um terço.
— No primeiro dia do nosso governo, teremos algo em torno da metade dos atuais 39 ministérios funcionando no Brasil. Vários desses ministérios existem hoje para alinhar partidos políticos ou correntes do PT. Cargos comissionados são utilizados na base de apoio do atual governo. Pelo menos um terço desses cargos pode ser extinto imediatamente.
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O candidato tucano ressaltou ainda que reconhece alguns avanços nos doze anos de gestão petista, como a manutenção dos pilares econômicos estabelecidos pelo governo Fernando Henrique Cardoso e a unificação de programas sociais inicialmente implantados pelo PSDB. Ele também criticou a ausência de inovação da gestão petista.
— Faltou a esse governo a coragem. Tínhamos um ambiente extremamente positivo, com tripé econômico que avança em qualquer país do mundo, base de apoio do Congresso, popularidade chegando à estratosfera. Haveria possibilidade de fazer algo se [o governo do PT] tivesse tido vontade política na implementação de reformas que nos teriam levado a acabar com esses gargalos que hoje impedem o crescimento do País.
Questionado sobre a construção de um aeroporto em uma fazenda que pertencia ao seu tio-avô, durante o período em que foi governador de Minas Gerais, Aécio Neves limitou-se a dizer que tudo ocorreu dentro da lei.
— Todos os investimentos do meu governo foram feitos dentro da lei com absoluto planejamento.
Expectativa
Em relação à expectativa para a economia a partir de 2015, o candidato pelo PSDB disse que o País enfrentará um período de extrema dificuldade, principalmente por causa da falta de organização do Executivo com o setor elétrico.
— Não teremos um 2015 fácil. Na verdade, ele já está em boa parte prejudicado pelo atual governo, seja pela desorganização do setor elétrico, que precisará ser enfrentado, e pela situação da Petrobras, que terá que ter seu papel na economia brasileira redefinido.
O tucano também considerou equivocada a estratégia utilizada pelo governo federal de reduzir a tarifa de elétrica do Brasil, com investimentos do Tesouro Nacional.
— A desoneração do PIS/Cofins poderia ter diminuído em torno de 5% as contas de luz das famílias brasileiras, mas o governo optou por uma desorganizada intervenção do setor. Hoje já foram R$ 53 bilhões do Tesouro através de financiamento ao fundo perdido neste setor de energia. Dinheiro que poderia estar indo para fortalecer ações na segurança pública.




