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Eleições 2014

Fala de Aécio sobre Copa foi "desprezível", diz Carvalho

Para ministro, tucano é "quem precisa arrumar uma linha por dia para aparecer na imprensa"

Eleições 2014|Do R7

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Ministro chegou a ironizar o tucano, que estaria tentando criar frases de efeito
Ministro chegou a ironizar o tucano, que estaria tentando criar frases de efeito

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, rebateu nesta quinta-feira (10) declarações do candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), que havia acusado a presidente Dilma Rousseff (PT) de tentar se apropriar politicamente da Copa do Mundo antes da eliminação do Brasil pela Alemanha por 7 x 1. Em entrevista no Rio, Carvalho afirmou que considera "totalmente desprezível esse tipo de fala, própria de quem precisa arrumar uma linha por dia para aparecer na imprensa".

Em seguida, Carvalho ironizou o tucano.


— É natural. Eu compreendo a situação dele. É uma situação difícil. Ele está vendo que aquilo que eles apostaram que não daria certo deu certo. Então, começa a ter certa criatividade, a fazer frases de efeito.

De acordo com o ministro, o que a presidente Dilma fez foi "apoiar a seleção no momento em que ela estava bem e, agora, da mesma forma que fez ontem, manifestar a sua solidariedade".


— No sábado eu vou ao Mané Garrincha [Estádio de Brasília] apoiar a nossa seleção. Não é porque houve esse desastre que os meninos perderam a sua qualidade e seu amor pelo País. Não se trata disso. Eu não vejo, sinceramente, sentido nenhum [na declaração de Aécio], nem merece resposta esse tipo de afirmação.

Bobagem


Carvalho sustentou que o governo federal sempre defendeu, desde o início do Mundial, que "não fazia sentido fazer uma vinculação entre Copa e eleições".

— Qualquer estudo da história do Brasil mostra que essa relação, essa tese, não se sustenta. Eu vi Copa em que o Brasil ganhou e a oposição venceu, em que o Brasil perdeu e a situação ganhou. É bobagem.


De acordo com o ministro, o governo "quebraria a cara" se tentasse tirar proveito eleitoral da Copa, "da mesma forma que vai se dar mal quem acha que, agora, por conta de uma derrota, isso muda a eleição".

— Eu tenho certeza de que, daqui a duas semanas, quando terminar toda a questão da Copa e começar o debate eleitoral, serão outras as questões que estarão em pauta. São as questões do programa de governo, a avaliação de quem fez o quê, a história de cada um, enfim, outros critérios. Sinceramente, eu não acredito.

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Carvalho afirmou que houve uma "previsão quase terrorista" sobre a organização da Copa. Para ele, o único risco seria um eventual "estrondoso fracasso".

— Se de fato nós tivéssemos passado vergonha perante o mundo e não dado conta de realizar esse evento, aí sim se diria que teríamos passado um atestado de incompetência e isso poderia interferir na análise da capacidade de gestão desse ou daquele governante. Mas, sinceramente, está claríssimo (que não houve) isso.

Perguntado sobre a queda do viaduto que matou duas pessoas em Belo Horizonte, o ministro reconheceu que a obra foi construída com recursos federais e, de fato, motivada pela Copa, mas ressaltou que ela está sob gestão da prefeitura municipal.

— Lamentavelmente houve erros no processo de construção e de fiscalização. Cabe de fato uma crítica ao poder público pela falta de rigor no seu acompanhamento e na sua fiscalização, uma vez que tudo indica que já havia indícios de problemas naquela obra. Felizmente, não havia sido inaugurado, o que poderia resultar em tragédia maior.

Carvalho disse que vai torcer pela Argentina na final de domingo, 13.

— Tendo um país de tanta proximidade conosco, tão importante para nós, eu não só torço como convido a população brasileira a romper todo o preconceito e torcer pelos hermanos argentinos, até porque o 7 a 1 está doendo na minha cabeça até agora.

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