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Eleições 2014

Gleisi Hoffmann se dispõe a depor na CPI da Petrobras, mas cobra convocação de deputados

Senadora diz ainda que vai processar jornal que publicou denúncias que envolvem nome dela

Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, com TV Record

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Gleisi quer ter acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa
Gleisi quer ter acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou, nesta segunda-feira (20), que não tem nenhum problema em prestar depoimento na CPI da Petrobras, como querem os deputados da oposição na Câmara dos Deputados, para explicar a acusação de que teria recebido dinheiro da estatal para investir em sua campanha de 2010. No entanto, a senadora cobra que outros parlamentares citados nas denúncias também sejam convocados.

Parlamentares do SD, do PSDB e do PPS, sinalizaram que vão apresentar requerimento de convocação de Gleisi. A senadora avalia o posicionamento como uma atitude de “valentia” dos deputados e cobra o mesmo tratamento para o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).


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— Eu não tenho problema nenhum de falar sobre esse assunto. Eu não tenho nada, não devo sobre isso, falo com a maior tranquilidade. Só acho que essa valentia em me convocar poderia também ser colocada para os deputados que foram citados, o próprio presidente da Câmara. Não vi nenhum deputado querer convocar seus próprios pares.


O nome de Henrique Eduardo Alves foi citado ao lado de outros 24 deputados, seis senadores, três governadores e até um ministro de Estado, todos acusados de receber propina paga com dinheiro da Petrobras. As primeiras denúncias vieram à tona no início de setembro, quando vazou o depoimento da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Já o nome da senadora apareceu neste domingo (19), em denúncia publicada no jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem afirma que o ex-diretor da Petrobras disse em depoimento que Gleisi recebeu R$ 1 milhão da estatal para ser usado em sua campanha ao senado.


A senadora nega todas as acusações, diz que a prestação de contas de sua campanha está disponível no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que vai processar o jornal que publicou as denúncias sem ter provas.

— Estou tomando medidas judiciais em relação à matéria que o jornal O Estado de S. Paulo publicou. Eu não conheço esse senhor [Paulo Roberto Costa], nunca tiver relações com ele, nunca pedi dinheiro a ele para campanha, nunca pedi contribuição. Estou pedindo para que a justiça tome providências.


Segredo de justiça

A senadora também vai pedir à Justiça acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa. Segundo ela, como foi citada, precisa ter conhecimento da denúncia para poder se defender.

Mas, Gleisi sabe que o processo corre em segredo de justiça e que esse argumento tem sido usado para negar acesso aos documentos. A senadora questiona esse tipo de procedimento e critica o fato das informações vazarem por meio da imprensa.

— Eu penso que tem uma razão política. O Congresso Nacional já solicitou os depoimentos para que pudesse analisar através da suas CPIs, não conseguiu. O governo já solicitou, não conseguiu. Eu vou solicitar também, e estão dizendo que é muito difícil nós conseguirmos porque o processo corre em segredo de justiça. Mas, se corre em segredo de justiça, não pode ficar vazando de forma seletiva.

Gleisi pede que o poder Judiciário tome providências para descobrir quem está vazando as informações e acredita que essa divulgação compromete o processo da delação premiada.

A senadora, que foi ministra da Casa Civil, mas se licenciou para disputar o governo do Paraná, afirma que não vai aceitar ser envolvida no escândalo da Petrobras.

— Se diz o que se quer, sem comprovar, sem provar e a gente não pode aceitar isso. Eu tenho o meu nome, a minha história, o meu patrimônio, então, de maneira nenhuma eu posso ficar quieta diante de uma situação como essa.

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