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Eleições 2014
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Henrique Alves busca apoio do PSB e PSDB no RN

Presidente da Câmara dos deputados irá disputar o cargo de governador do Estado

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Embora trabalhe em busca do apoio do PSDB e do PSB para candidatura ao governo do Rio Grande do Norte, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), garante que no âmbito nacional o palanque será dado apenas à presidente Dilma Rousseff (PT).

Alves lançou na última sexta-feira sua pré-candidatura ao governo do Estado e acredita que fechará uma chapa para o Senado com a presidente estadual do PSB, Wilma de Faria, e terá como aliado na disputa para um vaga à Câmara, Rogério Marinho, do PSDB. A vice deve ficar com o deputado federal, João Maia (PR).

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Essa composição, no entanto, corre o risco de ser barrada pelas cúpulas nacionais dos socialistas e dos tucanos, uma vez que o PSB deverá ter como candidato à Presidência da República o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o PSDB, o senador Aécio Neves (MG).

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O impasse ocorre porque no âmbito nacional Henrique Alves deverá fazer campanha apenas para a presidente Dilma, que tem como vice o presidente nacional do PMDB, Michel Temer.

— Vamos fazer campanha de Dilma e Michel, sem dúvida. Mas cada um vai ter o seu espaço, a realidade estadual supera isso. A coligação que for composta para a minha candidatura também servirá para a Wilma, que terá um tempo de TV livre para usar como quiser, o que pode incluir a participação do Eduardo Campos.

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O PT estadual do Rio Grande Norte também deve abrir palanque para a candidatura à reeleição de Dilma, mas deverá ser adversário do PMDB uma vez que pretende lançar um nome para a disputa local.

— O PT se isolou muito. Deve ter coligação de um ou três partidos. Se isolou porque só queria fazer aliança com integrantes da base da Dilma.

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Segundo Henrique Alves, sua candidatura deverá contar com um arco de aliança de até dez partidos. Apesar de não contar com o apoio formal da atual governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), o peemedebista acredita que contará com a participação na campanha do presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN).

— O líder estadual José Agripino pode individualmente nos apoiar. O DEM não, porque está contaminado pelos desgastes do governo da Rosalba. Mas o Agripino, que está praticamente rompido com ela, pode declarar apoio a nossa candidatura.

Para o deputado, a campanha não vai atrapalhar a condução das atividades legislativas na Câmara no período eleitoral.

— Não há dificuldades nisso. Até porque a campanha eleitoral vai começar após a Copa do Mundo. Vamos fazer eventos no Estado para coletar dados para o programa de governo, até lá devo percorrer, nos finais de semana, os municípios e após as convenções vamos fazer a campanha que vai coincidir com o recesso de julho. Além disso, a Câmara, como sempre faz, vai alternar as semanas de atividades e por isso não será incompatível.

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