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Eleições 2014
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Jornal inglês diz que possível segundo turno entre mulheres surpreende porque o Brasil é "machista"

Para o The Guardian, divergência entre Dilma e Marina está na economia 

Eleições 2014|Do R7

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Ex-ministras do governo Lula estão na disputa com visões opostos
Ex-ministras do governo Lula estão na disputa com visões opostos

Nas vésperas das eleições, o The Guardian analisou a campanha das duas candidatas, Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB), que lideram a disputa para Presidência da República no Brasil. O respeitado jornal do Reino Unido destacou ainda a vantagem da presidente Dilma nas pesquisas eleitorais e os programas do governo do PT nos últimos anos.

Para o repórter Jonathan Watt, correspondente do The Guardian no Rio de Janeiro, o Brasil, que é um país "tradicionalmente machista", está perto de ver pela primeira vez o segundo turno das eleições sendo disputado por duas mulheres.

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Ao analisar o foco das duas adversárias na campanha deste ano, a matéria diz que a mensagem de Dilma está empenhada em defender o progresso e a apresentar números que mostram a redução da desigualdade, queda na taxa de desemprego e aumento do salário mínimo, além dos programas sociais colocados em prática pelo governo.

Já o foco de Marina é conquistar a classe média, que está insatisfeita com o governo petista. Para isso, a ex-senadora usa os casos de corrupção e os problemas econômicos que surgiram nos últimos anos para ser sustentar na disputa. A matéria ainda diz que caso vença, a candidata do PSB deve trazer para o seu governo membros do PSDB de Aécio Neves, terceiro candidato na disputa.

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Gaudêncio Torquato, professor de política na USP (Universidade de São Paulo) ouvido pela reportagem do The Guardian considera que Marina Silva, candidata do PSB, apela para o coração, enquanto Dilma apela para a carteira. Para ele, esse é o motivo que vai garantir a reeleição da candidata petista.

A matéria ainda lembrou que as principais concorrentes na disputa eleitoral foram ministras do governo Lula juntas, mas agora têm opiniões divergentes sobre o futuro do País, principalmente na área da economia.

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Carlos Pinkusfeld, professor de economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) ouvido pelo jornal inglês defendeu a atual situação econômica do Brasil.

— Os indicadores sociais são bons, a pobreza é baixa. O Partido dos Trabalhadores emitiu pelo menos razoavelmente bons indicadores econômicos. Tenho certeza de que o desempenho econômico do governo terá um grande impacto (nas eleições).

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Ataques

Os ataques que surgiram ao longo da campanha foram lembrados pela matéria do jornal inglês. Embora o marketing de Dilma seja poderoso, o partido da candidata é acusado de passar nos limites nas acusações contra Marina.

A reeleição do PT preocupa os adversários, que alegam que a vitória é prejudicial para a democracia do País, já que esse pode ser o quarto mandato consecutivo. Heni Ozi Cukier, professor de Relações Internacionais da FGV (Fundação Getúlio Vargas), explica os pontos negativos.

— Serão 16 anos no poder. Esse é um tempo muito longo. Isso significa que estamos progressivamente caminhando para um governo não democrático. 

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