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Eleições 2014
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Marina reafirma autonomia do BC, mas é vaga sobre outros temas econômicos

Candidata do PSB à Presidência apresentou seu programa de governo na noite de sexta (29)

Eleições 2014|Do R7

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A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, reforçou nesta sexta-feira (29) seu compromisso com o tripé macroeconômico e com a autonomia formal do BC (Banco Central), mas foi mais vaga ao falar de outros temas econômicos, como de onde virá o financiamento para propostas para a saúde e qual o ajuste fiscal que pretende fazer se eleita.

Falando a jornalistas após o lançamento de seu programa de governo, Marina disse que a situação de recessão que o país está enfrentando "é muito preocupante" e que "é preciso um esforço para recuperar a credibilidade".

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Para a candidata do PSB, um dos pontos para a recuperação dessa credibilidade está na institucionalização da autonomia do Banco Central, prevista no seu programa de governo, reiterando também seu compromisso com a rigidez fiscal.

Mas ao ser indagada sobre como financiaria propostas como o investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na saúde, ela disse, sem dar detalhes, que os recursos virão da "eficiência fiscal", além do combate à corrupção e de uma reforma tributária.

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A candidata também evitou ser direta quando questionada sobre se pretende acabar com o Fator Previdenciário, mecanismo que reduz o valor das aposentadorias.

— O Fator Previdenciário está colocado no nosso programa como algo que precisa ser revisitado. Nosso esforço é que a gente possa fazer o ajuste fiscal... exatamente para que não tenha de fazer em prejuízo da sociedade.

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Marina também não disse se pretende reajustar os preços administrados que têm sido represados pelo governo, como gasolina e energia.

Ela afirmou esperar que o governo atual, da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, faça isso.

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— Nós esperamos que o governo tenha responsabilidade de fazer (o reajuste).

A ex-senadora apresentou seu programa de governo de 124 páginas a uma plateia de aliados e terminou seu discurso em grande estilo, empolgando a plateia.

— O povo brasileiro que elegeu um acadêmico, que elegeu um operário, há de eleger uma professora que veio de um seringal da Amazônia e que tem a marca da floresta, mas que aprendeu a viver nos dois mundos.

Nesta noite, pesquisa Datafolha mostrou Marina empatada com Dilma na liderança do primeiro turno e derrotando a presidente por 10 pontos de vantagem num segundo turno entre as duas.

Aproximação com o agronegócio

Marina esteve na quinta-feira em um evento do setor de cana no interior de São Paulo e, nesta sexta, se reunirá em jantar a portas fechadas com integrantes do agronegócio, setor com que teve relação atribulada na época em que foi ministra do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Questionada sobre esta aproximação, a candidata do PSB negou ter problemas com o agronegócio e lembrou que era a terceira vez que ia à feira do setor sucroalcooleiro, em Sertãozinho, mas que nas outras vezes a imprensa não se interessou em acompanhá-la.

Sobre o jantar desta sexta, ela explicou que foi organizado por João Paulo Capobianco, que foi secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e que é uma das maiores vozes ambientalistas de seu grupo político.

Reforma política e Estado laico

A candidata do PSB defendeu ainda a necessidade de uma reforma política e disse que "governar com os melhores é governar em cima de propostas".

Ela disse que não teria a "pretensão" de propor um modelo fechado de reforma política, mas afirmou que algumas ideias, como as candidaturas avulsas, servirão como ponto de partida para o debate com a sociedade.

Sobre a Lei da Anistia, disse que se trata de uma legislação aprovada e "está como está". Mas observou que a verdade em relação ao período do regime militar precisa ser revelada, o que não significa revanchismo.

Marina, que é evangélica, foi questionada ainda sobre temas como casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto e legalização da maconha.

Ela disse que é pessoalmente contra o aborto e que seu programa de governo defende a manutenção da legislação atual. E defendeu um debate sobre a legalização da maconha.

— O nosso compromisso é que os direitos civis das pessoas sejam respeitados. Temos a clareza da defesa do Estado laico.

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