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Eleições 2014

Candidato ao governo de Minas, Fidélis defende desmilitarização e investimentos para educação  

Representante do PSOL foi o primeiro convidado da série de entrevistas do MG no Ar

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Fidélis é o candidato do PSOL ao governo de Minas
Fidélis é o candidato do PSOL ao governo de Minas

A partir desta quinta-feira (11), o programa MG no Ar recebe os candidatos ao governo de Minas Gerais. Cada um deles terá cinco minutos para responder as perguntas do apresentador Eduardo Costa. A série de entrevistas foi aberta com o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), Fidélis Alcântara, que defendeu a desmilitarização da polícia mineira, a tarifa zero para o transporte público e o maior investimento para a educação

Questionado sobre a desmilitarização da polícia e a criação de conselhos para a administração, o candidato afirmou que a polícia não pode estar a procura do inimigo e, sim, ser parte integrante da sociedade.


— Nós vamos ver todos os candidatos falando em mais policiais, mais armas, mais presídios, isso não funciona. Nós temos que entender que a polícia precisa ser primeiramente cidadã, ela tem que participar da vida da sociedade e se preventiva.

Fidélis ainda apontou que os jovens negros são as principais vítimas da violência, resultado, também, de uma polícia repressiva.


— Quem morre nessas disputas são os jovens negros. Em Minas, 70 % dos presos têm entre 18 e 25 anos, menos de quatro anos de estudo e são negros. É uma das polícias que mais mata é também um das que mais morre - quem morre é o cabo, o soldado.

Em relação à educação, Fidélis defende 30% do orçamento do Estado para o setor.


— O Estado não tem dinheiro hoje porque gasta 40% de tudo que arrecada para pagar juros de uma dívida pública. A nossa dívida chegou a R$ 88 bilhões.

Caso seja eleito, ele disse ainda que parte da arrecadação será destinada a um programa tarifa zero no transporte público.


— Nós pagamos o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), só que ele é dedicado a fazer obras. Obras que não resolvem, porque sempre vamos ter mais trânsito. Então, é preciso ter uma transporte público de qualidade.

Integrante do movimento Fora Lacerda, que faz oposição ao prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda, Fidélis foi questionado sobre sua relação com a prefeitura da capital mineira caso seja eleito e aproveitou para criticar a administração municipal.

— A forma como é administrada a prefeitura de BH precisa ser mudada. O prefeito precisa entender que a cidade não é empresa. Mas isso não é problema para se fazer uma parceria do Estado cam a prefeitura. Essa relação não pode ser personalista.

O candidato afirmou ainda que seu partido não recebe ajuda de custos de nenhuma empresa.

— Nosso partido não recebe um “tostão” de empresa. Não fazemos coligação com partidos que recebem. Porque não queremos transformar o Estado como um cabide de emprego como é hoje. O estado de Minas tem 17.000 pessoas trabalhando sem concurso.

Nesta sexta-feira (12), Eduardo Costa receberá Pimenta da Veeiga, candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) ao governo de Minas Gerais.

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