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Eleições 2014

Prefeitura de BH confirma que irmão de Dilma não era funcionário-fantasma 

Aécio Neves disse na TV que Igor Rousseff "nunca apareceu para trabalhar"

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Candidatos trocaram acusações sobre emprego de parentes no debate do SBT
Candidatos trocaram acusações sobre emprego de parentes no debate do SBT

Discreto e avesso aos holofotes durante o mandato presidencial da irmã Dilma Rousseff (PT), Igor Rousseff, 66 anos, foi lançado no centro do debate entre os candidatos à Presidência quando o assunto foi nepotismo. Acusado por Aécio Neves (PSDB) de ser funcionário-fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte, o advogado ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Aécio afirmou para Dilma que "o seu irmão [de Dilma] foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel em 20 de setembro de 2003 e nunca apareceu para trabalhar. [...] O seu irmão recebe e não trabalha nada".


Segundo a PBH, comandada por Marcio Lacerda (PSB), aliado de Aécio, Igor Rousseff não pode ser considerado funcionário-fantasma. Em comunicado à reportagem, a assessoria de Comunicação Social atesta que ele "exerceu a atividade por um ano e três meses" enquanto assessor especial do gabinete do prefeito, entre 2003 e 2005, e "exerceu a atividade por três anos e dez meses" na Secretaria de Planejamento, Orçamento e Informação entre 2005 e 2008.

A reportagem solicitou documentos assinados por Igor Rousseff no exercício das funções, mas o pedido não foi atendido pela assessoria nem pela Secretaria de Planejamento. A remuneração do advogado também não foi informada — segundo o Portal da Transparência, em agosto de 2014, os quatro assessores especiais cadastrados receberam R$ 11.557,18.


As sugestões de nepotismo feitas pelos candidatos não procederiam, já que a regulamentação do tema só ocorreu em 2010. Segundo o decreto 7.203/10 e a 13ª Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, é proibida a nomeação de parentes até terceiro grau e para cargos ligados diretamente ao gestor. 

PSDB ataca nomeação


No Facebook, o perfil do PSDB publicou imagem com a pergunta: "Dilma, por que seu irmão, Igor Rousseff, era funcionário fantasma na Prefeitura de Belo Horizonte em governo petista?" No site oficial da campanha de Aécio, uma imagem também contém a pergunta: "Funcionário-fantasma?"

Pimentel defende Igor


O prefeito de BH na época, Fernando Pimentel, eleito governador de Minas em 2014, divulgou dois comunicados na internet afirmando que Igor trabalhou na PBH. Na noite de quinta-feira (16), pelo Twitter, Pimentel explicou que o profissional "é advogado e trabalhou com regularidade e eficiência na prefeitura e na procuradoria do município".

Pouco depois, a campanha de Dilma compartilhou um vídeo em que Pimentel ataca Aécio.

— Esclarecendo uma informação que foi dada de forma leviana e distorcida pelo candidato do PSDB num debate de televisão. O advogado Igor Rousseff ocupou o cargo de assessor especial do prefeito de BH durante a minha gestão. Trabalhou com regularidade e eficiência cumprindo funções junto ao gabinete do prefeito.

No debate do SBT, ao ser confrontada sobre o emprego do irmão, Dilma acusou Aécio de empregar oito parentes no governo de Minas.

— A sua irmã e o meu irmão têm de ser regidos pela mesma lei. Eles não podem estar no governo em que nós estamos. O nepotismo eu não criei, é uma decisão do STF.

Em entrevista ao jornal O Globo em 2011 sobre Igor, o prefeito de BH, Marcio Lacerda, afirmou que "ele foi exonerado dentro de uma medida genérica de fim de governo. A maioria dessas pessoas foi recontratada. O Igor nunca pediu para voltar".

Debate voltou a concentrar ataques entre candidatos:

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