Padilha diz que programa de pedágio de Alckmin é eleitoreiro
Ex-ministro voltou a prometer revisão de contratos e redução das tarifas caso seja eleito
Eleições 2014|Érica Saboya, do R7, enviada a Jundiaí (SP)

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, disse nesta quarta-feira (3) que o programa de cobrança de pedágio por quilômetro rodado, o Ponto a Ponto, tem finalidade eleitoreira. Lançado em 2012 pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), adversário do petista na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, o projeto está em fase de testes.
— O problema é que não está implantando. Ele está há quatro anos prometendo e no ano da eleição ele anuncia projetos pilotos. Está o ponto zero do Ponto a Ponto, ou seja, nunca sai do papel. Hoje ele anunciou mais um projeto piloto a partir de 15 de setembro, ou seja, só em ano de eleição.
O anúncio foi feito na semana passada pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes do Estado de São Paulo). O sistema deve começar a funcionar no próximo mês na rodovia Professor Zeferino Vaz (SP 332), região de Campinas.
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Ao cumprir agenda de campanha em Jundiaí, onde caminhou pelo centro comercial e gravou imagens para seu programa eleitoral, Padilha voltou a criticar a Artesp afirmando que a agência não regulou devidamente os contratos das concessionárias e que os preços dos pedágios foram elevados irregularmente.
— Sou a favor que a gente faça revisões, à medida em que vão se encerrando os contratos, para adotar o mesmo modelo de concessão que o governo federal adotou, que faz com que os preços dos pedágios sejam até 15 vezes mais baratos que o das rodovias estaduais.
Pesquisa
O candidato também comentou pesquisa Ibope divulgada ontem que aponta crescimento de 5% para 7% em suas intenções de voto. Ele continua, no entanto, em terceiro lugar na disputa. Paulo Skaf (PMDB) aparece com 23% e Alckmin, na liderança, com 48%.
— Temos muita tranquilidade neste momento da campanha, que já começa a apontar crescimento a cada semana. Vocês já viram essa história outras vezes. Uma candidatura nova como a nossa começa em um patamar e no dia da eleição está no segundo turno.
Sobre a segunda prestação de contas de sua campanha, cujo prazo se encerrou ontem, Padilha preferiu não comentar os números da arrecadação e despesa.
— Essa informação é da coordenação de finanças da campanha. A informação foi dada ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que tem dois ou três dias para informar.




