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Eleições 2014
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Paulo Bernardo vai ao ataque contra Marina e Campos

Ministro das Comunicações põe em dúvida competitividade da chapa do PSB para 2014

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"No Brasil, ninguém vota por causa do vice", disse o ministro
"No Brasil, ninguém vota por causa do vice", disse o ministro

Enquanto Dilma Rousseff evita comentar em público a aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos e pede respeito à ex-ministra do Meio Ambiente em reuniões privadas com aliados, seus auxiliares e correligionários iniciaram nesta quarta-feira (9) uma ação para minar a dupla que se uniu pelo projeto presidencial do PSB.

A estratégia consiste em mostrar as contradições da união da ex-ministra com o governador de Pernambuco. A aposta dos petistas é que haverá uma disputa entre os dois pela vaga de cabeça de chapa na campanha ao Palácio do Planalto no ano que vem.

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Coube ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, fazer ontem a mais crítica declaração do governo até agora contra a parceria de Marina com Campos. Ele comentou a questão logo após deixar reunião com Dilma no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira:

— Não sei se a chapa é competitiva. Ela (Marina) acrescenta para ele (Campos), mas se você for pensar, se ela for vice, no Brasil ninguém vota por causa do vice.

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Bernardo disse ainda que ambos, por articularem uma candidatura contrária ao PT, mudaram o discurso - Marina foi ministra de Meio Ambiente de Lula e Campos, da Ciência e Tecnologia, também na gestão do ex-presidente. Para o ministro, a aliança anunciada no sábado, 5, aumentou as chances de Dilma vencer a eleição do ano que vem ainda no 1.º turno.

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Horas depois da reunião com o ministro, Dilma esteve no Congresso. Questionada sobre Marina e Campos, respondeu:

— Hoje estou na fase dos grandes beijos.

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Na segunda-feira, 7, a presidente havia dito em reunião de líderes que a parceria de Marina com Campos fosse tratada com precaução. Dilma teria dito a aliado que "Marina não é qualquer pessoa".

No mesmo evento do Congresso em que Dilma disse estar numa "fase de grandes beijos", os petistas repetiam as críticas de Bernardo. Entre os mais contundentes estavam o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE):

— Em eleição, dois mais dois não é quatro: a redução do número de candidatos fortalece quem está no governo. Os votos tendem a se pulverizar, é uma aliança que vai para a direita.

Guimarães lembrou a adesão ao PSB de Paulo Bornhausen, filho do ex-senador Jorge Bornhausen, e do ex-senador Heráclito Fortes (PI), ambos do antigo PFL, adversário histórico do petismo.

O secretário-geral do PT, deputado Paulo Teixeira (SP), afirmou que a aliança tem incoerências que decepcionaram os militantes da Rede - partido que teve o registro negado por falta de assinaturas - e que não garantirão a transferência de votos de um para o outro:

— Há um descontentamento da militância da Rede. Ele (Campos) trouxe setores muito conservadores para o partido", disse o petista, segundo quem o posicionamento do PSB em temas ambientais, como na votação do novo Código Florestal, tende a afastar os eleitores que apoiaram Marina nas eleições de 2010.

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