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Eleições 2014

PT afirma que política não se faz com mágoa e por isso acredita no apoio de Marina

Dilma se reúne com governadores e senadores da base para debater campanha do 2º turno

Eleições 2014|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Governadores eleitos ou que conseguiram emplacar sucessores prometeram reforço na campanha de Dilma Rousseff
Governadores eleitos ou que conseguiram emplacar sucessores prometeram reforço na campanha de Dilma Rousseff

Mesmo depois de uma forte campanha de desconstrução de Marina Silva durante o primeiro turno, os articuladores do PT acreditam que o apoio da candidata derrotada à candidatura de Dilma Rousseff ainda é viável. O argumento é de que mágoas e ressentimentos não têm espaço nessa decisão e por isso os partidos da coligação de Marina devem avaliar o que é mais benéfico politicamente.

Ao chegar para a reunião entre governadores e senadores eleitos com Dilma Rousseff, nesta terça-feira (7) em Brasília, o governador da Bahia, Jaques Wagner, avaliou que o PSB e o PT construíram um projeto juntos e por isso têm muitos pontos em comum. Para o petista, o PSDB também não tratou Marina bem durante o primeiro turno e quem tinha o objetivo de derrotar a candidata era Aécio Neves.


— Não me consta que o Aécio tenha tratado bem a Marina. Na verdade, quem derrotou a Marina não foi a Dilma, quem derrotou a Marina foi o Aécio. O objetivo do Aécio era derrotar a Marina. A presidente Dilma ficou o tempo todo liderando.

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Wagner, que conseguiu eleger seu sucessor no governo da Bahia, acredita que é possível aumentar os votos de Dilma no Estado em até 15% durante a campanha do segundo turno. Sobre os votos de Pernambuco, que foram majoritariamente para Marina Silva, o governador acredita que podem migrar para o PT. 

— As pessoas votaram em Marina como uma homenagem também ao Eduardo Campos, pelo fato de ela ter abraçado a candidatura de Eduardo. Esse foi um momento, agora que a Marina não vai ao segundo turno, eu não sei qual é o apreço que os pernambucanos têm pelo PSDB e pelo Aécio.


Apoio nos Estados

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, também chegou à reunião garantindo que vai trabalhar à campanha de Dilma Rousseff no Estado. Após derrotar o candidato do PSDB Pimenta da Veiga no primeiro turno, Pimentel afirma que vai governar para todos os mineiros, mas que neste momento vai se dedicar à reeleição da presidente Dilma.


O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), também promete apoio à presidente no Estado, apesar de liberar a bancada peemedebista na questão para apoiar quem quiser na disputa pelo governo entre Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB) no segundo turno.

— Votei em Dilma, trabalhei para Dilma. Vou votar na Dilma e continuou trabalhando para a Dilma.

Cerca de 40 pessoas participam da reunião em Brasília. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o vice-presidente, Michel Temer, estão presentes. Os governadores eleitos em Tocantins, Alagoas, Piauí, e os senadores que venceram as eleições em Roraima, Rio Grande do Norte, Rondônia e Paraíba também participam do encontro.​

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