Solidariedade oficializa apoio à candidatura de Aécio à Presidência
O candidato a vice-presidente na chapa do PSDB deve ser definido apenas no fim do mês
Eleições 2014|Da Agência Brasil

O partido Solidariedade oficializou neste sábado (21) apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, à Presidência da República. A convenção nacional e estadual do partido declarou ainda apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição para o governo paulista. O candidato a vice-presidente na chapa do PSDB deve ser definido apenas no fim do mês.
Segundo Aécio Neves, é um apoio que tem um significado que vai muito além do tempo de televisão e do número de parlamentares do partido, que já é muito expressivo.
— É o apoio que aproxima o PSDB e a nossa candidatura dos trabalhadores brasileiros.
Em discurso, o candidato conclamou os militantes a ajudarem na implementação de uma nova agenda para o país.
— Para que possamos juntos, nessa belíssima trajetória que hoje se inicia, tirarmos o Brasil da estagnação para permitirmos o crescimento sustentável deste país. Acabarmos com o processo de desindustrialização, que desemprega brasileiros de todas as partes, em especial no estado de São Paulo.
Alckmin disse que os protestos mostram que a população quer mudanças na condução do país.
— O que nós vemos hoje nas ruas é a indignação, é quem não se conforma com o que está acontecendo hoje no Brasil. Como disse aqui o [ex-governador José] Serra: baixo crescimento com inflação alta, desvios de natureza ética. O país que não cresce, que retrocede na competitividade e se desindustrializa”.
O presidente do Solidariedade, deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, ressaltou que o partido, criado em setembro de 2013, surgiu como uma legenda de oposição ao governo federal. Segundo Paulinho, a fundação do partido está ligada às dificuldades para obtenção de avanços na pauta trabalhista.
— Não conseguimos, por exemplo, uma política salarial para os aposentados. Nossos aposentados, que têm perdas e perdas todos os anos, não têm uma política para garantir aumento salarial.
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Paulinho citou ainda dificuldades na área industrial.
— De cada quatro produtos que nós consumimos hoje, um é importado, quebrando a indústria nacional, que demorou 60 anos para ser construída. O Brasil até cria empregos, mas nas áreas do serviço e do comércio, onde os salários são muito menores.
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