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Eleições 2014

Tragédia de Campos não deve mudar voto de eleitor à Presidência, dizem especialistas

Comoção com morte de candidato não deve trazer votos para Marina

Eleições 2014|Carolina Martins, do R7 em Brasília, e Giorgia Cavicchioli, do R7

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Morte de Eduardo Campos não deve mudar intenções de voto
Morte de Eduardo Campos não deve mudar intenções de voto

Após a tragédia envolvendo a morte do candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB), a maioria dos eleitores deve manter os votos em seus candidatos, segundo especialistas ouvidos pelo R7.

Isso é o que afirma o professor da FGV-SP (Fundação Getulio Vargas) e PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Francisco Fonseca. Para ele, a comoção com a morte de Campos será apenas “momentânea”.


— Se as eleições fossem neste domingo eu diria que os votos poderiam mudar, mas tem muita água para correr debaixo dessa ponte.

Para ele, como ainda faltam dois meses para o pleito, a questão sentimental terá passado e, portanto, não terá impacto na votação.


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Já para o cientista político Christopher Garman, diretor do grupo Eurasia, o abalo emocional no cenário político é inevitável. E este abalo pode levar a candidata à vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva, ter reação de superação e surpreender “em nome de continuar um projeto”. Esta mudança poderia impactar na preferência do eleitorado.


— É importante ficar de olho na reação do eleitorado com essa tragédia. O cenário mudou.

Para o professor de ciência política da UnB (Universidade de Brasília) Antônio Flávio Testa, no entanto, caso Marina continue na disputa como candidata à Presidência no lugar de Campos, ela teria o mesmo número de votos do ex-governador de Pernambuco e, por isso, não seria uma grande ameaça para os outros dois candidatos mais bem colocados.

— Eduardo estava em terceiro lugar. Tinha possibilidade de crescimento, mas, na verdade, quem estava comandando o jogo era Dilma e Aécio. Dificilmente ele [Eduardo Campos] chegaria ao segundo turno.

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