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TSE suspende propaganda do PT sobre Mais Médicos

Para tribunal, houve uso de estrutura pública em propaganda

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Campanha da presidente Dilma (foto) terá que tirar a publicidade do ar
Campanha da presidente Dilma (foto) terá que tirar a publicidade do ar

O ministro Admar Gonzaga, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que a propaganda da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, não deve mais exibir um trecho em que ela aparece conversando com profissionais do programa Mais Médicos. A decisão atende ao pedido da Coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB).

De acordo com o ministro, houve privilégio na utilização da estrutura do poder público na propaganda, uma vez que a candidata gravou entrevista com os médicos do programa em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) de Jardim Jacy, em Guarulhos, São Paulo.

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“Na perspectiva de um razoável equilíbrio no processo democrático, que já pende fortemente em benefício daqueles que dispõem do poder almejado, entendo ser apropriada ao caso a aplicação do poder geral de cautela, de modo a impedir a re-exibição do trecho veiculado”, destacou o relator em sua decisão.

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No processo, a coligação tucana sustenta que a propaganda de Dilma teria desrespeitado o artigo 73 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97), que trata das condutas vedadas aos agentes públicos. Além de pedir punição à candidata, a coligação apontou grave conduta do ministro da Saúde, Artur Chioro, que também participou da gravação do programa, do vice-presidente, Michel Temer, e também dos quatro funcionários da UBS, entre eles dois médicos cubanos.

Conforme argumento da representação, a equipe de Dilma paralisou os serviços de um posto de saúde para gravar a propaganda e utilizou do conjunto do serviço público e de seus servidores em unidade gerida por governo municipal de sua base, uma vez que a prefeitura de Guarulhos é comandada pelo PT. Segundo o pedido, o objetivo da propaganda tinha claro fim eleitoral em detrimento do interesse público, o que contraria a legislação.

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Na decisão, o ministro Admar Gonzaga ressalta que a representação deve ser direcionada apenas aos agentes públicos, ou seja, Dilma Rousseff, Michel Temer e Artur Chioro. Portanto, os funcionários da unidade de saúde não podem ser questionados por meio desta representação.

O trecho proibido de ir ao ar tem duração de pouco mais de dois minutos e foi exibido no dia 28 de agosto às 13h e às 20h30 em rede nacional de televisão.

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