Jailce Andrade diz que Camaçari tem a "alternativa de uma pessoa com visão nova"
Candidata foi a primeira entrevistada da Record com os prefeituráveis de Camaçari
Bahia|Do R7

Nesta quarta-feira (21), a candidata à prefeitura de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Jailce Andrade (PCdoB), participou do programa Balanço Geral e iniciou a série de entrevistas com os prefeituráveis do município da série da Record Bahia. Durante dez minutos, Jailce falou sobre os problemas de Camaçari e das suas propostas para a cidade.
Nascida em Governador Mangabeira, no recôncavo baiano, a candidata mora em Camaçari há 16 anos e está iniciando na vida política. Esta é a primeira vez que concorre a um pleito eleitoral. Advogada de formação, Jailce tem a carreira voltada para a gestão pública o que, segundo a candidata, a credencia para governar o município.
— Conheço a gestão pública e acho que possa dar essa contribuição, por isso estou me colocando como candidata. Uma alternativa nova, uma pessoa que pode estar contribuindo, dando a minha cota como cidadã.
Desigualdade Social
Jailce afirmou que Camaçari é uma cidade rica, que tem uma arrecadação que é a segunda maior do Estado. E apesar disso, é uma cidade que tem uma população extremamente pobre.
— A desigualdade social em Camaçari é muito grande. Camaçari é um município de quase 300 mil habitantes. A gente recebe, por ano, quase 10 mil habitantes, então ela cresce em uma proporção muito grande, é a cidade que mais cresce na Bahia, atraído pela indústria, pela força do trabalho. As pessoas vão para lá para ter a oportunidade de emprego. Infelizmente, essa indústria é muito tecnológica, emprega pouco e muitos chegam lá e acabam não conseguindo o tão sonhado emprego e, às vezes, o passivo social para o município é muito grande.
Mão de obra qualificada
Segundo a candidata, as indústrias em Camaçari são muito tecnológicas e precisam de uma mãe de obra qualificada. Assim, Jailce afirma que a qualificação profissional é o foco principal para que a população possa estar inserida no mercado de trabalho.
— Dentro das nossas propostas de plano de governo, a gente tem trabalhado muito a questão da qualificação profissional . O Instituto Federal, hoje, está instalado em Camaçari com curso de qualificação profissional para jovens e isso tem se ampliando. Agora mesmo o Senai/Cimatec está em fase de implantação no município de uma unidade para qualificação profissional também. Outro grande avanço é a questão da implantação da UFBA (Universidade Federal da Bahia), a UCSal (Universidade Católica), que está indo com alguns cursos para lá e a Uneb (Universidade Estadual da Bahia), na ampliação de alguns cursos.
Emprego
Jailce falou também em como dar oportunidade de trabalho para a população de Camaçari. De acordo com a candidata, é preciso potencializar e melhorar a pequena e média empresa e a microempresa. Além disso, é necessário trabalhar a ala de serviço do município para que possa dar oportunidade para quem mais emprega a mão de obra.
— No nosso programa, a gente está trabalhando muito nessa qualificação e esse fortalecimento e na questão da economia criativa também. Camaçari é um município que tem uma orla de mais de 40 km de praia, que tem uma cultura intensa e que precisa potencializar o turismo para garantir emprego e renda e a economia criativa para valorizar a cultura local.
Criminalidade
Outro assunto importante é a questão da violência no município. Jailce afirmou que desigualdade social acaba favorecendo a criminalidade.
— Combater essa desigualdade é o primeiro passo para poder também diminuir a criminalidade. A criminalidade não se diminui apenas com a polícia, você diminui a criminalidade com projeto de educação, de saúde, de assistência social, de emprego e renda.
Saúde
A candidata afirmou que a saúde está passando por uma crise no Brasil inteiro e é um grande desafio para Camaçari. Apesar dos problemas, Jailce lembrou que a última greve dos médicos no município não foi por falta de pagamento e sim por problemas de segurança dos profissionais, mas disse que é preciso melhorar o problema da superlotação.
— Camaçari faz parte na região metropolitana, temos uma cidade com 300 mil habitantes e 600 mil cartões SUS (Sistema Único de Saúde). Quer dizer, todo o nosso sistema de saúde é invadido pelas outras cidades e como é um sistema universalizado, você não pode negar atendimento, tem que atender o cidadão que procura.
