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Cunha recebeu propina para favorecer Haddad, diz revista

Ex-prefeito de SP e candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, teria feito negociata com Cunha e Leo Pinheiro para renegociar dívida da capital

Eleições 2018|Do R7

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Haddad, ex-prefeito de SP e candidato à Presidência
Haddad, ex-prefeito de SP e candidato à Presidência

O ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, fez uma parceria com o então deputado federal Eduardo Cunha (MDB) e o empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, ambos presos na Operação Lava Jato, para renegociar uma dívida de R$ 53,2 bilhões da cidade com o governo federal. A informação foi obtida pela Revista Istoé.

De acordo com a matéria, divulgada nesta sexta-feira (26), o MPF (Ministério Público Federal) acredita que Cunha recebeu propina da OAS para favorecer Haddad, ao aprovar um PLC (Projeto de Lei Complementar) na Câmara dos Deputados.

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Informações que estão no inquérito da Operação Manus, que investigou superfaturamento na construção do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN), e obtidas pela revista, apontam que Cunha “atuou em favor dos interesses da OAS relacionados à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo, na gestão do prefeito Haddad”.

Lei para beneficiar São Paulo

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Em 2013, o governo federal apresentou o Projeto de Lei Complementar 238/2013, que teve como relator o então líder do MDB na Câmara, Eduardo Cunha. O projeto era basicamente sobre a rolagem da dívida da prefeitura de São Paulo e de outras aproximadamente 200 cidades brasileiras.

De acordo com as investigações do MPF, nas trocas de mensagens deste período, há indícios de que o ex-secretário municipal de Negócios Jurídicos Luis Fernando Massonetto alertou que um dos obstáculos para a não aprovação do projeto seria justamente Cunha.

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Com essa informação, Leo Pinheiro, que tinha interesse no projeto porque tinha a receber da prefeitura de São Paulo, atuou diretamente para a aprovação da PLC. Além disso, ele era constantemente informado por Cunha sobre a tramitação da matéria. O relatório também aponta que Cunha conversava com Haddad sobre o assunto.

Com isso, a PF entende que Haddad tinha exata noção do que estava sendo discutido na Câmara.

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De acordo com a reportagem, o interesse extremo e a participação de Haddad no processo levantam dúvidas da PF e MPF. O que se sabe é que Cunha, junto de Henrique Eduardo Alves, teriam recebido pelo menos R$ 4,6 milhões por meio de doações eleitorais como propina pela sua atuação no Congresso, na qual se inclui a aprovação do Projeto de Lei sobre a rolagem de dívidas de municípios.

Além disso, é certo que a OAS recebeu R$ 173 milhões da Prefeitura de São Paulo na gestão Haddad. Destes, R$ 89 milhões em 2014, ano após a aprovação da PLC.

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