Senado terá maior renovação da história com 21 partidos em 2019

MDB terá o maior número de legisladores (12), seguido por PSDB (8) e PSD, DEM, PT e PP

O novo Senado

85% das vagas em disputa no Senado foram renovadas

85% das vagas em disputa no Senado foram renovadas

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 14.11.2017

De cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. Essa estatística marca a eleição mais surpreendente da história recente do Senado Federal. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes — renovação de mais de 85%.

Com o resultado, a casa legislativa passará a ter 21 partidos em 2019, contra 15 na última eleição.

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Além das trocas de senadores decorrentes das eleições parlamentares, as disputas pelos governos estaduais também movimentam as cadeiras, devido à participação de senadores que estão na metade do mandato. Duas trocas já estão garantidas: os senadores Gladson Cameli (PP-AC) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) foram eleitos governadores de seus Estados e deixarão a vaga para seus suplentes. Outras duas trocas ainda podem acontecer no segundo turno: a senadora Fátima Bezerra, do PT do Rio Grande do Norte, disputa o governo de seu Estado em 28 de outubro, assim como Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais.

Sabrina Cessarovice/Arte/R7

Ao todo, o Senado pode ter 50 novos nomes em 2019, o que representaria uma mudança inédita de mais de 61% da Casa.

A eleição de 2018 colocou em disputa dois terços das vagas do Senado, ou duas das três de cada estado. Nela foi registrado o maior número de candidaturas à reeleição que já se viu: foram 32, ou quase 60% dos senadores cujo mandato chega ao fim no próximo mês de fevereiro. Apenas 8 se reelegeram e 24 ficaram pelo caminho.

É a menor taxa de reeleição anotada nas cinco eleições pós-redemocratização que colocaram em disputa dois terços das vagas do Senado. Dos nove Estados com dois senadores na disputa, nenhum viu ambos retornarem. Em cinco casos, nenhum dos dois senadores conseguiu se reeleger. Além disso, 22 senadores preferiram não buscar a reeleição.

Com isso, já estão confirmadas 48 trocas no Plenário a partir de 2019. O número é menor apenas do que no ano de 1994, quando a renovação foi turbinada pela grande quantidade de senadores que preferiu não concorrer à reeleição — apenas 20 de 54 o fizeram. O caso de 2018, portanto, é mais significativo porque a alta rotatividade foi atingida mesmo com muitos senadores vigentes na disputa eleitoral.

O número ainda pode crescer para 50, a depender do resultado de segundo turno para Anastasia e Fátima Bezerra.

A bancada feminina no Senado deverá diminuir a partir de 2019. Atualmente são 13 senadoras, mas apenas quatro ainda terão mandato a partir do ano que vem. Sete candidatas foram eleitas, levando o total de representantes das mulheres a onze. Caso Fátima Bezerra não se eleja governadora do Rio Grande do Norte, ela permanecerá como a 12ª.