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Candidato, governador Rodrigo Garcia quer evitar 'polarização nacional' em São Paulo

Chefe do Executivo estadual afirma que educação e emprego serão principais motes de campanha. Ele tem 19% das intenções de voto

Eleições 2022|Fabíola Perez, do R7

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Educação e emprego serão principais motes de campanha de Rodrigo Garcia (PSDB)
Educação e emprego serão principais motes de campanha de Rodrigo Garcia (PSDB)

O candidato ao Governo de São Paulo pelo PSDB, Rodrigo Garcia, de 48 anos, afirma que a principal estratégia de campanha nestas eleições é impedir que a polarização nacional interfira na disputa do estado. Garcia é o terceiro candidato ao Executivo estadual a participar das sabatinas realizadas pelo Balanço Geral, da Record TV, nesta quarta-feira (3).

"Depois que essa briga política começou, o que isso melhorou a vida das pessoas? Nada. Estou aqui para proteger São Paulo e dizer que, como governador, gasto sola de sapato, barriga no balcão, trabalho todos os dias para resolver problema, independente de ideologia", afirmou Garcia ao R7.

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"Quem coloca ideologia na frente dos problemas fica com dois problemas e nenhuma solução. Estou aqui para entregar política pública, ver o momento que São Paulo está vivendo de recuperação econômica, expectativa, oportunidades, olhar desigualdades sociais e apoiar quem mais precisa. Eu trabalho no mundo real e não no mundo ideológico."

Garcia disse ainda que a pandemia agravou a desigualdade social no Brasil e no mundo. "Você tem uma desigualdade social crescente, aumento de moradores de rua, de consumo de drogas, mas não é porque está acontecendo no mundo que vamos deixar acontecer em São Paulo. Temos que nos unir, inclusive apoiando a Prefeitura de São Paulo", disse ele. 

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De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, encomendada pela Record TV, Garcia tem 19% das intenções de voto para o governo do estado contra 33% de Fernando Haddad (PT) e 20% de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no levantamento estimulado (em que os nomes são apresentados ao público). No cenário espontâneo, quando o eleitor diz em quem votaria sem receber uma lista de candidatos, há um empate técnico entre Tarcísio de Freitas e Rodrigo Garcia.

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A pesquisa foi divulgada nesta quarta, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Garcia, que tem até o fim desta semana para divulgar o nome escolhido para ocupar o posto de candidato a vice-governador, não adiantou quem escolherá para acompanhá-lo na chapa na disputa eleitoral, mas comentou algumas características que busca para a aliança. "É um perfil que pode agregar votos, o que puder ser útil durante a administração. Eu já fui vice e sei que vice tem um papel importante se o governador delega papéis a ele", disse. 

No que se refere às relações com o presidente da República eleito em outubro, Garcia disse que pretende manter o diálogo. "Falo que, sendo escolhido governador de São Paulo, dialogo com quem for escolhido presidente da República. Não é uma relação de amizade, é uma relação profissional com quem quer que seja. É um diálogo republicano lutando pelos interesses de São Paulo", explicou.

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Principais bandeiras

As principais bandeiras do atual governador do estado na campanha eleitoral serão as áreas de educação e emprego. Segundo ele, a proposta é oferecer ensino técnico integral aos alunos da rede estadual e, com isso, prepará-los para o mercado de trabalho. De acordo com o governo, atualmente são 1,1 milhão de alunos no ensino integral contra cerca de 100 mil no início da gestão Doria, em janeiro de 2019. 

“No caso da educação, fazer o ensino integral chegar a todos os alunos. No ensino médio, fazer o ensino técnico junto. A experiência das Etecs tem que ser levada a todo o estado. A ideia é fazer o 'Médio Tec' em São Paulo. A legislação permite fazer o duplo currículo: o médio regular com o técnico. Hoje temos 40 mil alunos, mas a rede tem 1,5 milhão de alunos. Vamos fazer um crescimento muito forte nesses quatro anos", propôs.

Na área do emprego, Garcia disse que a ideia é estimular a economia criativa para incentivar a criação de empregos. O candidato prometeu criar mais 2 milhões de empregos nos próximos quatro anos na área da economia criativa.

Em relação à saúde, o governador ressaltou as dificuldades enfrentadas durante a pandemia da Covid-19. "É uma herança maldita, durante dois anos o estado deixou de atender pessoas com cirurgias eletivas e aquilo que não era emergencial e as filas se acumularam. Então, hoje estamos fazendo mutirões da saúde, compramos quase 70 mil cirurgias em hospitais privados em julho e estamos operando na rede estadual e em hospitais privados", explicou o governador. Ele prometeu zerar as filas de cirurgias eletivas até o fim deste ano.

O governador também falou sobre segurança pública em São Paulo e disse que é um dos temas considerados mais importantes por ele. "Acordo e durmo pensando em segurança pública. Desde quando assumi, troquei os comandos das polícias. A partir de maio, lancei a Operação Sufoco contra o crime. Hoje, nós temos mais de 9.000 policiais na cidade, por isso que a população percebeu o aumento de blitze, de policiamento...", justiificou.

Ele disse que o estado vive "uma guerra permanente" contra a criminalidade. Garcia também defendeu o uso de câmeras em fardas de policiais militares. "Os indicadores de letalidade policial e de violência policial melhoraram. A câmera foi um acerto de São Paulo. Você filma o bandido e protege o policial em suas operações."

Veja as imagens da sabatina de Rodrigo Garcia (PSDB) na Record TV:

Perfil do candidato

Rodrigo Garcia nasceu na cidade de Tanabi, em São Paulo, em 1974. Ele é o atual governador do estado, pelo PSDB. Advogado e empresário, ingressou na política em 1992, como assistente-técnico na Câmara dos Deputados. Em 1995, foi nomeado secretário-adjunto da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Aos 24 anos, em 1998, Garcia foi eleito deputado estadual, reeleito em 2002 e novamente em 2007. Foi presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Em 2010, Rodrigo foi eleito deputado federal, mas se afastou do mandato para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social, durante o governo de Geraldo Alckmin.

Em 2015, foi reeleito deputado federal, mas se licenciou para comandar a Secretaria de Habitação de São Paulo. Garcia foi vice de João Doria na disputa pelo governo do estado em 2018. Como vice-governador, ele esteve à frente das ações planejadas pelo governo relativas à vacinação e ao combate da pandemia, como a contratação de doses de vacinas, ampliação do número de postos e das instalações do Butantan, além do aumento no número de leitos no estado e da compra de insumos para a imunização contra a Covid-19.

Em abril deste ano, assumiu o governo do estado após a renúncia de João Doria, que era pré-candidato à Presidência.

No sábado (30), o PSDB oficializou a candidatura de Garcia ao Governo de São Paulo. Na ocasião, ele fez críticas aos dois principais adversários. Segundo o governador, Haddad fez "uma das piores gestões" da cidade de São Paulo. "Meu adversário teve a proeza de aumentar a fila da creche", disse o governador.

Assista à entrevista com Rodrigo Garcia na íntegra:

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