Eleições 2022 Em 2022, 75% dos deputados distritais vão tentar reeleição para a CLDF

Em 2022, 75% dos deputados distritais vão tentar reeleição para a CLDF

Proporção é a maior registrada desde 2004; taxa elevada confirma tendência dos últimos 12 anos

  • Eleições 2022 | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) - foto de arquivo

Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) - foto de arquivo

Divulgação / CLDF

Com o fim do prazo para registro de candidaturas junto à Justiça Eleitoral na terça-feira (16), 591 candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) apresentaram suas inscrições. Do total, 18 postulantes já possuem mandato e prentendem ser reconduzidos ao cargo, o que representa 75% das 24 cadeiras da Casa.

O número é o maior já computado pelo monitoramento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2004. Além dos titulares, pelo menos quatro suplentes tentarão retornar à CLDF, dessa vez como efetivos.

Em 2018, o elevado contingente de candidatos à reeleição confirmou uma tendência de alta observada desde as eleições de 2006, quando 14 distritais tentaram renovar os mandatos. Na eleição seguinte, mais 14 buscaram se viabilizar novamente. Já em 2014, o montante saltou para 16 postulantes à reeleição. Quatro anos depois, em 2018, eram 17.

Neste ano, quatro distritais que optaram por não voltar à Casa vão se lançar à Câmara dos Deputados: o presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB), Julia Lucy (União-Brasil), João Gomes (PP) e Reginaldo Veras (PV). Já o deputado Leandro Grass (PV) está na corrida ao Palácio do Buriti. A distrital Arlete Sampaio (PT) anunciou a aposentadoria e não vai concorrer a nenhum cargo.

Assim como na esfera federal, as votações no plenário da Câmara Legislativa acabam comprometidas em razão do número de deputados em campanha eleitoral pela reeleição. Na terça (16), a sessão foi encerrada por falta de quórum para votar os projetos. 

Os primeiros deputados distritais só foram eleitos em 1990, 30 anos depois da inauguração de Brasília, após intensa discussão política. O artigo que previa a instalação da CLDF na Constituição de 1988 previa que fosse eleito para a assembleia o triplo do total de vagas na Câmara Federal, ou seja, 24 parlamentares.

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