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Eleições 2022

Quando prefeito, Haddad prometeu 150 km de corredores de ônibus, mas entregou 43 km

Governo do petista justificou que suspensões de licitações feitas pelo TCU atrasaram as obras previstas 

Eleições 2022|Do R7

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O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de SP
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de SP

Apenas 57% da meta estabelecida para a mobilidade urbana da cidade de São Paulo foi cumprida entre 2013 e 2016. O período corresponde à gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que atualmente é candidato ao governo do estado. Quando estava à frente do município, o petista havia prometido entregar 150 km de novos corredores de ônibus. No entanto, no final da gestão, haviam sido construídos ou reformados 42,3 km.

O dado é do balanço divulgado no Diário Oficial do município em 31 de dezembro de 2016. O plano de metas é uma exigência da Lei Orgânica de São Paulo desde 2008. A partir desse ano, todo prefeito eleito precisa apresentar em até 90 dias um programa com as prioridades do governo, indicadores e metas para cada setor.


Segundo o documento, ao término da gestão, haviam sido concluídos oito trechos de corredores de ônibus, além da obra de ampliação do Terminal Urbano de Itaquera, na zona leste da capital paulista. As obras dos corredores Leste Itaquera e avenida Chucri Zaidan, além das obras para o novo terminal de Itaquera, ainda estavam em andamento no final do mandato de Haddad.

Outros 18 corredores não haviam sido construídos, e três terminais não tiveram as obras iniciadas. A meta incluía a implantação de vias de 3,5 metros e 7 metros nas paradas de ultrapassagem, pré-embarque em todas as paradas ao longo dos corredores e nos terminais e ainda tecnologia para informação sobre as linhas aos usuários.


Na época, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu as licitações para a construção dos corredores e apontou sobrepreço em editais e risco de pagamento indevido. Isso, segundo a prefeitura, atrasou o processo de conclusão das obras.

Outro fato que influenciou os atrasos, segundo o governo Haddad, foi a demora na liberação de recursos do governo federal por causa do ajuste fiscal e da queda de arrecadação da União. Além disso, o alto custo de desapropriações envolvidas nos processos dificultaram e encareceram as obras, argumentou a prefeitura.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa do PT em São Paulo para comentar o plano de metas do governo de Haddad quando prefeito e aguarda manifestação.

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