Eleições 2022 TRE entende que Paula Belmonte depende de aval de Izalci para se candidatar a distrital

TRE entende que Paula Belmonte depende de aval de Izalci para se candidatar a distrital

Em guerra com o senador, deputada pediu ao TRE-DF para disputar vaga na CLDF, mas entendimento é que decisão cabe ao adversário

  • Eleições 2022 | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

A deputada federal Paula Belmonte durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados

A deputada federal Paula Belmonte durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados

Divulgação/Câmara dos Deputados

A deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) só poderá ser candidata a distrital nessas eleições com o aval do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), coordenador local da federação que une os dois partidos. Esse é o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), emitido nesta quinta-feira (25).

Com pouca mobilidade política no grupo, Belmonte pretende ocupar a vaga de candidata à Câmara Legislativa do DF que tinha sido reservada a Daiane Bispo dos Santos.

Paula Belmonte articulou com o Cidadania do DF para assumir uma vaga de Daiane Bispo e pediu autorização judicial. Mas, o posicionamento inicial do TRE colocou a palavra final nas mãos de Izalci.

"Ante o exposto, (...) sugiro a intimação do representante da Federação, senhor Izalci Lucas Ferreira, para se manifestar sobre o referido pedido de substituição, bem como a intimação da candidata para apresentar certidão de antecedentes para fins eleitorais do STF", afirmou o tribunal. A reportagem procurou a equipe da deputada e aguarda um posicionamento.

A deputada queria o poder de determinar a chapa que disputaria o Governo do DF pela Federação PSDB-Cidadania. A disputa entre os dois começou porque o Cidadania do DF tem maioria na federação e, com isso, teria poder de voto no colegiado local. No entanto, Izalci era o escolhido para o cargo no colegiado federal, onde o PSDB tem maioria.

Como a briga foi parar na instância superior do grupo partidário, Izalci saiu favorecido. Belmonte articulava, inicialmente, para se lançar como candidata a vice-governadora do senador Reguffe (União Brasil), que abandonou a disputa por problemas com o partido. Quando a federação excluiu essa possibilidade, ela fez uma publicação nas redes anunciando que seria a candidata ao governo na federação no DF, mas sem o aval da executiva.

Mais uma vez, a instância nacional do grupo partidário ficou do lado do social democrata. No momento seguinte, Paula Belmonte e seu grupo político tentaram derrubar a decisão da executiva nacional da federação na Justiça Eleitoral, mas não tiveram sucesso. Integrantes do grupo de Izalci afirmam que a parlamentar queimou pontes com as decisões.

Últimas