Eleições 2022 TSE conclui apuração de 100% das urnas no 2º turno

TSE conclui apuração de 100% das urnas no 2º turno

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 60.345.999 votos (50,9%), e Jair Bolsonaro (PL), 58.206.354 votos (49,1%)

  • Eleições 2022 | Do R7, em Brasília

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa, ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB), após vencer eleição

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa, ao lado do vice, Geraldo Alckmin (PSB), após vencer eleição

Carla Carniel/Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu a apuração de 100% das urnas utilizadas no segundo turno e confirmou a vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 60.345.999 dos votos (50,9%). O presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 58.206.354  dos votos (49,1%).

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Dos 156 milhões de eleitores aptos a votar, 124.252.796 foram às urnas no Brasil e exterior. Ao todo, 3.930.765 pessoas anularam o voto (3,16%) e 1.769.678 votaram em branco (1,43%).

O resultado das eleições foi confirmado pelo TSE por volta de 19h50 de domingo (30), e 100% das seções foram apuradas à 0h18 de segunda (31).

Lula vai ocupar a Presidência da República pela terceira vez na história. Ele já teve dois mandatos como presidente do Brasil, entre 2003 e 2010. O vice-presidente será Geraldo Alckmin (PSB).

Campanha

Lula foi eleito sob a bandeira de "resgatar a esperança" do Brasil. No plano de governo dele, o petista fala em transformar "um país devastado por um processo de destruição que nos trouxe de volta a fome, o desemprego, a inflação, o endividamento e o desalento das famílias".

O presidente eleito tem como principal compromisso implantar políticas públicas para socorrer a população mais vulnerável, sobretudo para combater a fome.

Mandatos como presidente

Durante os oito anos em que foi presidente do Brasil, o petista conseguiu manter a inflação do país abaixo dos 10%, com uma média de 5,79%, resultado melhor do que o conquistado pelo antecessor dele, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que em oito anos como presidente teve uma inflação média de 9,24%.

Nos dois primeiros mandatos, Lula também conseguiu controlar a taxa de desemprego do país. Em 2003, a média registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 12,3%. Já em 2010, o índice baixou para 6,7%. Outro ponto positivo foi o crescimento do PIB, que se expandiu 4% em média de 2003 a 2010, contra 2,3% nos governos de FHC.

As duas passagens de Lula à frente da Presidência também ficaram marcadas por episódios de corrupção. O principal deles foi o escândalo de compra de votos do Mensalão, no qual deputados federais receberam dinheiro público de membros do governo em troca da aprovação de projetos que interessavam ao Executivo federal.

O caso resultou na prisão de políticos como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-deputado federal por São Paulo João Paulo Cunha, entre outros.

Prisão

A vida de Lula foi marcada por suas passagens pela Presidência da República e também por sua prisão. Em julho de 2017, o ex-juiz federal Sergio Moro condenou o petista a 12 anos e 1 mês de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Posteriormente, a pena foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para 8 anos e 10 meses. Ele começou a cumprir a prisão em 7 de abril de 2018 na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Enquanto Lula estava preso, a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na Justiça Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente a 12 anos e 11 meses de prisão também pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro devido a obras realizadas por empreiteiras em um sítio de Atibaia, no valor de R$ 1 milhão, dinheiro que seria de propinas pagas pelas construtoras a Lula.

Em 8 de novembro de 2019, Lula saiu da prisão depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir o encarceramento de réus após condenação em segunda instância.

Posteriormente, em 2021, as condenações do triplex e do sítio de Atibaia foram anuladas pelo Supremo, que disse que os casos deveriam ter sido julgados em Brasília e não em Curitiba, além de entender que Moro foi parcial durante o processo. Por fim, a Justiça no DF se decidiu pela prescrição de ambas as ações, o que impede Lula de receber uma nova condenação nos processos.

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