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Crise no BRB domina debate no DF e provoca embate entre adversários

Governadora Celina Leão diz ter herdado crise envolvendo o Banco Master e acusa oposição de agir com oportunismo

2026|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A crise no BRB foi o principal tema do debate entre candidatos ao governo do Distrito Federal.
  • Leandro Grass acusou gestões anteriores de causarem um rombo de até R$ 13 bilhões no BRB.
  • José Roberto Arruda propôs medidas para reduzir despesas e fortalecer o banco.
  • Celina Leão afirmou ter herdado a crise e se comprometeu a resolver os problemas do BRB.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Debate dos candidatos ao Governo do DF na Band
Seis candidatos ao Governo do DF participaram de debate neste domingo Reprodução/Instagram/@cappelli.ricardo

A crise envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília) foi um dos principais tópicos do primeiro debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal, neste domingo (9). Leandro Grass (PT), José Roberto Arruda (PSD) e Paula Belmonte (PSDB) concentraram críticas na gestão do banco, questionaram o tamanho do possível prejuízo e cobraram explicações sobre operações envolvendo o Banco Master, enquanto a governadora Celina Leão (PP) buscou se desvincular das decisões que deram origem à crise e apresentou-se como responsável por tentar preservar a instituição.

Grass afirmou que as gestões do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) e Celina seriam responsáveis por um rombo estimado entre R$ 8 bilhões e R$ 13 bilhões no BRB e classificou o episódio como o “maior escândalo de corrupção da história” do Distrito Federal. Segundo ele, faltam transparência e informações oficiais sobre a situação financeira do banco.


“Para onde foram os bilhões? Estão na conta de alguém? Estão num paraíso fiscal? Estão debaixo do colchão de alguém? Virou caixa dois de campanha? Tem que responder. Enquanto não tiver transparência, não tem solução para o BRB”, pontuou.

Grass também prometeu, caso seja eleito, fazer uma auditoria para abrir o que chamou de “caixa-preta do BRB” e investigar o destino dos recursos. O candidato defendeu ainda que eventuais prejuízos não sejam transferidos para servidores públicos ou para a população por meio de aumento de impostos, arrocho fiscal ou cortes em áreas como saúde e educação.


Arruda defendeu medidas imediatas para reduzir despesas e tentar recuperar o banco e mencionou que, segundo uma comunicação enviada ao Banco Central, o rombo no BRB foi estimado em R$ 6,6 bilhões e admitia a possibilidade de o valor chegar a R$ 20 bilhões caso não haja aporte financeiro.

“O pior de tudo isso é que esse dinheiro, ou R$ 6 [bilhões], ou R$ 12 [bilhões] ou R$ 20 [bilhões], não se sabe quanto, vai sair de onde? Dinheiro da saúde, da educação, que vai piorar ainda mais a qualidade de vida das pessoas”, disse.


Entre as propostas apresentadas por Arruda estão a troca da presidência do BRB, o fechamento das 19 agências mantidas fora de Brasília e o fim de patrocínios considerados excessivos, como os destinados a times de futebol, Fórmula 1 e salas VIP de aeroportos. Ele também sugeriu transferir para o BRB a administração de cerca de R$ 15 bilhões do Fundo Constitucional do Centro-Oeste como forma de fortalecer a instituição.

Paula Belmonte direcionou suas críticas às operações envolvendo o Banco Master. A deputada questionou a atuação de Celina durante o período em que era vice-governadora e perguntou por que ela não teria orientado os deputados de seu partido a se posicionarem contra medidas relacionadas à aquisição, empréstimos e garantias envolvendo o negócio.


Belmonte também criticou os gastos do BRB com patrocínios e defendeu uma mudança na atuação do banco. Para ela, a instituição deveria priorizar o desenvolvimento econômico do Distrito Federal e o financiamento de pequenos empreendedores, em vez de direcionar recursos para grandes eventos e equipes esportivas.

Celina diz que herdou a crise

Diante dos ataques, Celina tentou separar sua atual gestão das decisões que levaram o BRB à crise. A governadora afirmou que herdou o problema e que não participou das negociações com o Banco Master que deram origem à situação.

“Eu não participei, fui contrária à época, mas, como responsável agora, como governadora, tenho que realmente resolver o problema do banco. E a minha ação nunca foi cruzar os braços, a minha ação foi ir à luta para defender esse patrimônio, que é um patrimônio da cidade”, disse Celina.

Em resposta a Paula Belmonte, Celina disse que, como vice-governadora, não tinha poder para alterar decisões tomadas pelo então governador Ibaneis. Também afirmou que respeita a independência da Câmara Legislativa e que nunca orientou os deputados de seu partido sobre como deveriam votar.

A governadora ainda afirmou que não teve envolvimento com operadores financeiros citados nas investigações e ressaltou que seu nome e seu telefone não apareceriam nos contatos relacionados ao caso.

Celina também rebateu as críticas sobre sua atuação diante da crise. Segundo ela, em vez de deixar o banco enfraquecer, decidiu assumir a defesa do BRB como patrimônio do Distrito Federal. A governadora acusou os adversários de agir de forma irresponsável ao fazer críticas públicas à instituição e afirmou que esse tipo de discurso poderia contribuir para uma eventual quebra do banco.

O debate foi realizado pela TV Band. Participaram a governadora Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).

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