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Presidente do BRB calcula prejuízo de R$ 8,8 bi e vê banco como principal vítima do Master

Nelson Antônio de Souza afirmou a senadores que liquidação da instituição teria impactos para toda a economia do Distrito Federal

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O BRB enfrenta um prejuízo de R$ 8,8 bilhões devido a operações com o Banco Master.
  • Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, destacou a importância de medidas para garantir a continuidade das operações do banco.
  • Um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos e uma operação de securitização da dívida do Distrito Federal podem resultar em um aporte de R$ 6,5 bilhões ao BRB.
  • Souza afirmou que a liquidação do BRB afetaria significativamente a economia de Brasília, onde o banco detém 64% do mercado bancário.

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Brasília – DF – 09/06/2026 – A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado durante audiência pública para ouvir o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza. O Foto Lula Marques/Agência Brasil.
Nelson Antônio de Souza disse que BRB vai voltar a registrar lucro em 2027 Lula Marques/Agência Brasil - 9.6.2026

O presidente do BRB (Banco Regional de Brasília), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9) que o prejuízo estimado da instituição com as operações envolvendo o Banco Master é de R$ 8,8 bilhões.

A declaração foi dada durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, após questionamento do presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre o tamanho das perdas sofridas pelo banco público no caso.


Durante a audiência, o executivo classificou o BRB como o banco mais afetado pelas fraudes investigadas e defendeu medidas para garantir a continuidade das operações da instituição.

“Ele é o maior, foi a empresa mais fraudada de todos que têm”, declarou Souza ao comentar o envolvimento do BRB no escândalo do Banco Master.


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Segundo o presidente, o valor para cobrir o prejuízo deve ser viabilizado por meio de um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), associado a uma operação de securitização da dívida do Distrito Federal.

O acordo, homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), prevê uma estrutura financeira que pode resultar em um aporte de cerca de R$ 6,5 bilhões ao banco público.


Souza reconheceu que o processo de recuperação da instituição será complexo, mas afirmou que o BRB reúne condições para continuar operando. “A nossa chegada foi exatamente para que não aconteça uma liquidação no BRB. E o BRB tem condições estruturais de permanecer de pé de maneira sólida”, afirmou.

O executivo ressaltou que uma eventual liquidação da instituição teria efeitos significativos sobre a economia local. Segundo ele, o BRB detém 64% do mercado bancário de Brasília, com uma carteira próxima de R$ 15 bilhões.


“O Banco de Brasília desaparecendo não é problema para depósitos, é problema para Brasília inteira e todos os locais que o BRB está presente”, disse.

Durante a audiência, Souza também indicou que os termos do empréstimo ainda poderão sofrer alterações. “Quanto é esse empréstimo, nas condições que nós sugerimos do empréstimo? Isso não quer dizer que vai ser isso, até porque quem vai emprestar diz quanto é. Mas nós pedimos um empréstimo de R$ 6,6 bilhões”, afirmou.

O presidente argumentou que a carência prevista na operação permitirá ao banco recuperar sua capacidade financeira. Segundo ele, a expectativa é que a instituição volte a registrar lucro superior a R$ 1 bilhão por ano a partir de 2027.

Divulgação das demonstrações financeiras

Souza também afirmou que o BRB é o principal interessado na divulgação das demonstrações financeiras referentes a 2025, atualmente pendentes da conclusão de auditorias independentes e de etapas regulatórias.

“A divulgação ocorrerá tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidos pelas normas aplicadas. A quem mais interessa divulgar o balanço é o próprio BRB”, declarou.

Ao defender o acordo firmado entre a União e o governo do Distrito Federal para viabilizar o socorro financeiro, Souza classificou a operação como inédita.

“Trata-se de uma estrutura compatível com os marcos legais e regulatórios vigentes, construída com segurança jurídica e responsabilidade fiscal”, afirmou.

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