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Em SP, Augusto Cury diz que reajuste do Bolsa Família deveria ser de ’30% ou mais’

Candidato do Avante promete manter benefício para quem assinar carteira

2026|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Augusto Cury critica o reajuste de 15% do Bolsa Família, afirmando que deveria ser de 30% ou mais.
  • Cury promete manter o benefício para quem conseguir emprego formal ou se tornar microempreendedor individual.
  • Ele sugere que o momento do anúncio do reajuste por Lula tem uso eleitoral.
  • Cury propõe dividir o BNDES para apoiar micro e pequenas empresas, beneficiando também os usuários do Bolsa Família.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato Augusto Cury cumpriu agenda no Ceagesp neste sábado (19) Divulgação/Campanha de Augusto Cury

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou neste sábado (19) que o reajuste de 15% do Bolsa Família, anunciado pelo presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deveria ter sido maior, “de 30% ou mais”, e concedido no início do ano.

Durante agenda no Ceagesp, na zona oeste da cidade de São Paulo, Cury prometeu, se eleito, manter o benefício para quem conseguir emprego com carteira de trabalho assinada ou se formalizar como microempreendedor individual.


O decreto do reajuste foi assinado por Lula na quinta-feira (17) e corresponde à inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. Com a mudança, o valor mínimo pago às famílias passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de 1º de outubro.

Uso eleitoral do programa

Para Cury, o momento do anúncio indica uso eleitoral do programa. “Se o Lula tivesse um respeito e um carinho para com as pessoas do Bolsa Família, teria aumentado no começo do ano, e não em cima da hora, e não teria aumentado em 15%, teria aumentado em 30% ou mais”, disse. “Nós não podemos usar as dores das pessoas para ganhar voto.”


O candidato afirmou que considera o Bolsa Família um projeto importante e que não acabaria com ele. Segundo ele, por sua proposta apresentada ao TSE, quem assinar a carteira de trabalho terá a garantia de não perder o benefício, e quem abrir uma MEI continuará recebendo por um período de adaptação. “Você será premiado se abrir uma MEI e se também assinar sua carteira”, declarou.

As regras atuais do programa já permitem que famílias que passam a ter renda formal, com carteira assinada ou como MEI, continuem recebendo metade do benefício por um tempo determinado, desde que a renda por pessoa não ultrapasse meio salário mínimo. Cury não detalhou em que sua proposta difere desse mecanismo.


Dois BNDES

O candidato também voltou a dizer que dividiria o BNDES na primeira semana de governo, destinando metade dos recursos a micro e pequenas empresas, com juros de 4% a 6% ao ano. Segundo ele, a medida permitiria que beneficiários do Bolsa Família, moradores de comunidades e alunos de escolas públicas abrissem os próprios negócios.

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